Nem marido, nem namorado

>> terça-feira, 23 de novembro de 2010

A semana passada eu li um artigo da Mirian Goldenberg cujo título era:

Nem marido, nem namorado
Apesar de tantas mudanças, ainda faltam bons nomes para definir os novos formatos de relacionamento amoroso

(Mirian Goldenberg é Doutora em Antropologia Social pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora do Departamento de Antropologia Cultural e do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia do IFCS/UFRJ.)

E começava assim: 
MUITAS mulheres dizem que não sabem como definir o homem com quem estão tendo uma relação afetiva e sexual.
Algumas moram junto, mas não são casadas legalmente. Outras moram sozinhas, mas têm um compromisso estável. Outras ...... (ver matéria)


Não gostam de chamar de "namorado"(parece ser mais coisa para jovem), "marido" (não, já que não se casaram no papel),  "namorido" (é feio mesmo não?), companheiro (já pensam em política), parceiro (pensam em negócios).
Na matéria vocês podem ver que a autora pede sugestões para ver se  conseguimos descobrir uma definição mais satisfatória para as novas formas de conjugalidade.
Algumas pessoas responderam no caderno de hoje, sugerindo:
- Disponíveis e indisponíveis
- Parceria conjugal
- Colega de viagem
- Relacionamento sério
Enquanto trabalhava à tarde, pensei no assunto.
Por exemplo, eu encontro vocês e para apresentar o meu ....., meu ....., bem, para apresentar o Júlio digo:
- Este é meu homem e ele está indisponível para vocês? (hum?); ou
- Este é meu parceiro conjugal; ou
- Este é meu colega de viagem (acho que ele me mata!); ou
- Este é o homem com quem eu tenho um relacionamento sério! ops, (quer dizer que posso ter outros relacionamentos não muitos sérios?).


É, não dá não.


Então, vocês não querem ajudar a escritora nessa matéria? Como vocês acham que esses relacionamentos deveriam ser chamados? Dê a sua opinião.
Vou encaminhar pra ela o resultado, ok?
Já vou dizendo por mim: eu chamo e apresento como marido mesmo, tá?


beijos

16 comentários:

Valéria Russo 23 de novembro de 2010 21:31  

MACÁ...
oi, vim te conhecer atravéz do blog da elaine e adorei a polemica do marido..
tb tenho uma relação estável a 16 anos e sempre me divirto muito com isso...
ele diz que é solteiro( é mesmo o sacana)rsr e eu sou sua comcubina... e eu divorciada digo que ele é meu marido ,no que ele prontamente me corrige dizendo,,,,marido era o outro eu sou o pai da sua filha,.....e morremos de rir.
mas nos apresentamos seriamente como marido e mulher...afinal o que vale é o amor que nos une e não uma convenção imposta pela sociedade.
mas acho que pra ficar relax..nada como esté é o meu amor.
adorei aqui..
queria te parabenizar pela indicação de comentarista excelente.
parabéns.
bjuivos no seu coração.
loba.
ah! ficarei por aqui conhecendo e apreciando...

Astrid Annabelle 23 de novembro de 2010 23:46  

Macá!
Eu igualmente pensei em "meu amor"
Que coisa hein???rsss
Gostei.
Beijos
Astrid Annabelle

Beta 24 de novembro de 2010 08:49  

Eu apresentaria como marido, mas vai de cada um e o que eles combinaram entre eles...

bj

Cantinho da Cê 24 de novembro de 2010 10:05  

Ah Macá, acho que as pessoas gostam mesmo de complicar as coisas...
A verdade é que existe de fato um compromisso e que ao apresentar você quer deixar claro isso, então eu diria marido mesmo...

Beijos,

Palavras Vagabundas 24 de novembro de 2010 10:56  

kkkkkkkkk,você imagina eu definindo o Silvio numa dessas categorias? Marido tá ótimo, senão como eu fiquei viúva!
bjs
Jussara

Nilce 24 de novembro de 2010 11:49  

Tive que rir. rsrsrs
Marido detesta que se refira a ele de outra maneira.
Quer que eu sempre diga "meu marido" e eu uso só "marido". hehe
Já pensei muito sobre isso também, mas nunca com estas definições engraçadas.
Sabe que é verdade, companheiro parece política mesmo.
Também não sou casada no papel, mas marido e eu usamos aliança desde o início e temos o famoso contrato jurídico. Mas na época foi porque a ex dele recebia pensão (só prá ela, pode?) e exigia outras coisas mais também, do salário dele.
O coitado levou 10 anos na justiça para tirar a pensão. E isso porque ela não trabalha, mas o pai era militar e ela ganha mais que marido.
Eu hein?
a única coisa que reclamo com ele, é que nunca vou ser viúva. kkkkkk

Adorei o texto, mas prefiro "marido" também.

Bjs no coração!

Nilce

Julio 24 de novembro de 2010 12:14  

Eu, do alto do meu ego, acho que vc podia apresentar assim: "Muito prazer, esse é o Julio: o grande amor da minha vida". Simples, prático e verdadeiro....hehehehe.
bjs

Iram M. 24 de novembro de 2010 14:26  

Ah, Macá
sem dúvida: maridinho.

Eu definiria "marido" tambem.

Beijos

Iram

Cantinho She 24 de novembro de 2010 14:59  

hahahaha muito bom, eu chamaria de marido mesmo, esse negócio de papel é uma bobagem, onde que tá escrito que marido só pode ser o que foi registrado em cartório, na prática é tudo tão relativo, não é mesmo?!
Macá, muito obrigada por suas lindas e carinhosas palavras no meu 2º aniversário do ano...rs ;) Adorei!
Beijo, beijo!
She

Cantinho She 24 de novembro de 2010 14:59  

Mas meu amor é sensacional e bastante significativo... ;)

Leci Irene 24 de novembro de 2010 16:42  

Macá, eu já apresento como meu maridão mesmo!!!!!! Não encontro uma outra definição. Parece que homens e mulheres estão inventando nomes para algo que já existe, que já tem nome... só que eles tem medo de assumir... será que é??

Bordados e Retalhos 24 de novembro de 2010 17:07  

Acho que marido tá de bom tamanho pra mim. Adoro essa história de companheiro (não conta pra ninguém que fui militante e filiada ao PT na década de 80, tá?. Acho que na verdade somos de tudo isso um pouco, companheiros de viagem, parceiros no amor e nos negócios (caramba que negócio?).Bjs

Leticia 24 de novembro de 2010 19:38  

Macá
Antes eu falava que ele era meu namorido... todo mundo falava... hj em dia é marido mesmo, no papel e tudo mais... rs.
Mas acho q realmente tem uma hora que fica estranho... vc precisa pensar... rs.
Beijos
lelê

Denise 24 de novembro de 2010 23:43  

Será que papel define relação? Ainda acho que "marido" se aplica ao companheiro da gente. Convenção cobra, mas não discute, aceita - não é assim?

Bom tema, atual, polêmico e divertido.
Um abraço!

Tida 25 de novembro de 2010 07:24  

Macá,
Que tema legal!
Eu o chamaria meu marido, em qualquer das situações.

Fala para o Júlio que o modo como ele quer ser tratado é bonito,romântico, verdadeiro mas não dá para apresentá-lo assim para todo mundo, mesmo que todo mundo saiba.
Não é tão simples assim, não é?
E prático mesmo é marido.
Pronto e acabou!
Bjo

@Flafli 28 de novembro de 2010 17:41  

Oi Macá!

Então... como sou casada de papel e tudo não vejo dificuldade de apresentar o Tiago como marido... mas... analisando a polêmica da matéria, devo dizer que gosto de apresentá-lo pelo nome mesmo. E gosto que ele fale o mesmo.
Pense bem...
Qdo ligo lá no trabalho dele e uma colega atende o telefone e pergunta quem está falando, eu digo apenas "É a Flávia!". Nunca digo, é a esposa dele! O meu nome DEVE ser familiar a elas, certo?
Apresentar a pessoa pelo nome denota que você sempre fala dela. O outro já deve ter ouvido falar sobre o relacionamento dos dois...

Beijos!

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