Concurso Literário 2012

>> quinta-feira, 1 de março de 2012


Você leu o livro VIDAS lançado em setembro do ano passado? Gostou?
Participou dele, quer dizer, você é autor (a) de um dos contos ou participou do projeto seletivo?


Vou contar um segredinho: já está no forno o outro concurso literário 2012.


Vai ter novidades, então, fiquem atentos (as) pois queremos todo mundo que gosta de escrever participando.
Vou contar tudo por aqui, provavelmente na segunda-feira dia 05/03.
Mas a Elaine do blog Um pouco de mim, deve postar no domingo, dia 04.
Não percam tá?


beijos

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E a mãe ficou velhinha

>> terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

E de repente, veio a saudade. 
Bastou ler um trechinho da crônica e meus olhos se voltaram lá pra trás, onde ela estava sempre com pó de arroz no rosto, um colar, seu brinquinho de ouro que ela gostava de exibir, e sempre pronta para um passeio.
Ela nunca caiu, embora ficasse "meio zonza", como dizia. 
Gostava quando os filhos estavam todos reunidos e quando ia a uma festa e podia dançar com um deles. E os dois mais novos - pé de valsa - estavam sempre lá pra fazer sua vontade.
Mãe, estou com saudades do colo, das coisas que eu não disse, dos presentes que não comprei, mas tento seguir o que me ensinou na educação do meu filho, e sempre peço para que esteja bem, junto ao meu pai e ao meu irmão. 

* * * * *
Dá aflição saber que a mãe,
sempre tão firme em sua
marcha, agora precisa
caminhar com mais calma.
* * * * *

JÁ VINHA botando reparo havia algum tempo: cada vez mais cedo ela dormia durante nossas sessões de cinema em casa ­-até no filme do Marley, o labrador arteiro que ela amava, foi assim.
     Começou a faltar a ela aquela força de sempre para me dar uma empurradinha pelas calçadas esburacadas. Ganhou um desequilíbrio do nada e uma saudade de tudo. Mamãe envelheceu.
     Dá uma certa aflição, não vou fazer rodeios para admitir, saber que a mãe, sempre tão firme em sua marcha aplicada com um sapato baixinho e confortável, que buscava o sustento, o futuro e a felicidade dos filhos, agora precisa caminhar com mais calma e cuidado.
     Meu coração ficou como no momento do samba derradeiro, dias atrás, quando entrou pelo corredor do restaurante uma senhorinha esbaforida, com a mão machucada, semblante de susto e passinhos de quem havia passado maus bocados. E havia passado. Caiu no meio da rua. Estava entre a aflição da dor e a carência de algum aconchego.
     E se a minha mãe, agora velhinha, desabasse em um algum ermo de mundo também? Será que a acolheriam com a atenção e a presteza que a mãe da gente tem o direito de receber? E se ela ficasse meio descompensada e não soubesse nem em que planeta estava?
     O almoço perdeu a graça e eu só pensava nas feridas da senhorinha, que foi gentilmente atendida com cuidados orientais das mãos da dona do boteco, uma "japa" sorridente. Sosseguei quando ela garantiu que estava tudo bem e que cuidaria da velhinha.
     Mãe não tem dor de cabeça, não tem fome, não tem preguiça de fazer mingau, não tem medo de barata, não tem limite no cartão para emprestar um dinheirinho, mas, de repente, ela envelhece e faz o filho pensar que ela pode sofrer sim.
     Lá em casa, mamãe nunca foi "rainha do lar". Estava mesmo é para Margaret Thatcher em meio a contas para pagar, bocas para encher, uma criança com deficiência para dar jeito. Logo, quando vi Meryl Streep interpretando a "Dama de Ferro" já cansada, abatida pelo destino irrefutável da idade, quis dar um Oscar pelo conjunto da obra para a minha "santa".
     Tudo é possível na velhice e ser velho é conquista, jamais um demérito para quem sabe aproveitar a existência. É que o tempo vai passando e fico aflito por diversas ocasiões de amor que ainda não vivi com minha mãe -nem a viagem para Poços de Caldas, que ela jura ser de caldas de doces, fizemos.
     Não queria vê-la frágil, por mais bonita que seja a pétala. Não queria vê-la cansada, por mais nobre que seja o vencedor de maratonas. Não queria que jamais a senhora caísse, mãe, por mais que, como você a vida toda disse: "Quem não cai não aprende a se levantar".
* * * * *
     Amanhã, um dia ímpar, 29 de fevereiro, é comemorado o "Dia Mundial das Doenças Raras". Estas enfermidades, a maioria de origem genética, acometem cerca de 8% dos viventes em cerca de 8.000 tipos diferentes de manifestações.
A batalha do povo "raro" e de seus filhos, pais, irmãos e amigos é por diagnósticos médicos mais rápidos e precisos para que assim se evitem efeitos que danem a vida das vítimas de forma mais cabulosa. "Tamojunto".
jairo.marques@grupofolha.com.br
Crônica publicada no jornal Folha de São Paulo em 28/02/12, caderno Cotidiano.


beijos

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Grave, o recado

>> quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Querido Antonio Prata
Desta vez eu também vou concordar com os seus amigos.
Eu detesto recados nos celulares, ainda mais no atual aparelho (que tem apenas um ano e já está super/mega ultrapassado) que eu tenho que apertar umas 3 teclas pra desbloquear e colocar a senha.
Então, SMS é bem melhor.
Ainda não tenho serviço de e-mail no celular, estou na fase de pensar se isso seria bom ou não.
Meus filhos não vivem sem, estão ligados o dia todo.
Mas eu não sei..... será que eu quero isso pra mim?
Um abraço
* * * * *
Descobri que a birra com relação 
a deixar recado no celular é 
consensual, quase falta de educação
* * * * *

Descobri por esses dias que deixar recado no celular saiu de moda. Pior, tornou-se quase falta de educação, algo assim como pedir dinheiro emprestado ou mordida de sanduíche.
     Fiquei sabendo desta nova cláusula da etiqueta ao ligar para uma amiga, advogada. Ela não atendeu, entrou a gravação e eu já estava pensando em alguma gracinha para dizer, uma dessas bobagens inúteis e carinhosas que regalamos às pessoas queridas -como um bombom que se larga na mesa de uma colega de trabalho, na volta do almoço-, quando dei com as torpes palavras: "Oi, aqui é a Mariana, POR FAVOR, NÃO DEIXE RECADO, prefiro que me mande uma mensagem de texto".
     Eu, ingênuo, achei que o problema era da Mariana. Tadinha, tá trabalhando muito, ralando ali naquele balcão de tragédias que é o exercício do direito; normal que, em nome de causas maiores, tenha deixado para trás os pequenos prazeres da vida. Como não queria ser responsabilizado pela condenação de inocentes ou pela absolvição de criminosos, desliguei o telefone antes do bip e esqueci o assunto.
     Até que, anteontem, liguei para um amigo músico. Vejam bem: mú-si-co. E não é que ouvi o mesmo desaforo? "Oi, aqui é o Jaime, NÃO DEIXE RECADO, me manda um SMS ou um e-mail e eu te respondo, tá?". Não, Jaime, não tá. O que é isso, companheiro?! Cê é controlador de voo? Motorista de ambulância? Vendedor de amendoim em final de campeonato? Não; então não enche o saco e ouve meu recado, que eu te conheço desde o jardim 2 e acho que mereço 27 segundos de seu tempo, cazzo!
     Fossem só a Mariana e o Jaime, tudo bem, mas assuntei por aí e descobri que a birra é consensual. "Se o bina nos informa quem ligou e o SMS e o e-mail dão conta de qualquer mensagem, pra que perder tempo escutando aquela ladainha?", dizem.
     Realmente, tem sua lógica. Sugiro, aliás, aplicá-la a outras esferas do comportamento humano, de modo deixar nosso cotidiano mais eficiente. Por exemplo: se já existem vitaminas em pílulas e carboidrato em gel, pra que fazer uma refeição? Ou; uma vez inventada a inseminação artificial, vamos parar com esse arcaísmo de botar-se nu sobre outra pessoa, igualmente nua, e ficar indo, vindo e grunhindo? Céus, que época para se viver!
     Não, talvez não seja a época, mas a idade em que me encontro, em que se encontra a maioria das pessoas com quem convivo: 30 e poucos anos. Essa presunção estúpida de que cada um de nós é uma engrenagem fundamental na máquina do mundo, elo importantíssimo no processo de fritura do torresmo.
     Estou fazendo graça; sinto-me um tanto hipócrita. Não fujo à regra. Também ando por aí, afobadinho e ansioso, querendo otimizar meu tempo, com raiva dos outros sempre que se tornam obstáculos à plena realização das minhas capacidades produtivas.
     Que ridículo. No fim das contas, o único momento em que seremos 100% produtivos, em que nem uma célula será desperdiçada e nem uma caloria gasta em vão, é quando virarmos adubo para o capim do cemitério. E nessa hora, meus caros, enquanto estivermos devolvendo ao cosmos a energia que nos foi brevemente emprestada, não precisaremos nos preocupar: ninguém vai telefonar para atrapalhar nosso trabalho. Ou melhor, o das minhocas.
antonioprata.folha@uol.com.br
@antonioprata

beijos

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Eu vou tentar

>> segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Mais uma voz que se cala.
Eu não tenho nenhum disco de Whitney Houston que morreu no sábado, 11/02/12, aos 48 anos de idade, mas gostava muito de ouvir alguns de seus sucessos.
E fico triste também quando alguém, com uma carreira que já tinha dado super certo, se envereda por um caminho sem volta, deixando perplexos os amigos, fãs e familiares.
Mas, foi o caminho escolhido por ela, então que descanse em paz.


E já que falei em morte - Mórbido isso - quero falar uma coisa sobre VIDA.
Lendo hoje uma reportagem no jornal Folha de São Paulo, no caderno Saúde, li sobre o livro "The Top Five Regrets of the Dying" (Os Cinco Maiores Arrependimentos à Beira da Morte), onde ela conta histórias sobre doentes terminais de câncer.
Então eu pensei: Que tal se a gente começasse a fazer, pelo menos esses cinco arrependimentos mais comuns, ao invés de se arrepender?
São coisas simples:
(foto que ganhei do Alexandre do blog Lost in Japan)
Eu queria ...
  • Ter vivido a vida que eu desejava, não aquela que os outros esperavam de mim.
  • Não ter trabalhado tanto.
  • Ter tido coragem de expressar meus sentimentos.
  • Ter estado mais perto dos meus amigos.
  • Ter me feito mais feliz.
De minha parte, eu vou tentar.
E você?

beijos

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Mulheres ricas tomaram o país

>> sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Eu tentei, juro que tentei! Mas.... não deu. 
É muita abobrinha pra uma pessoa só, ou, várias, como é o caso das 5 "Mulheres Ricas".
Todo mundo sabe do que estou falando aqui, não sabe? Porque eu me recuso a colocar mais fotos do que a mídia já tem mostrado. Não que o meu blog seja visto por milhões de pessoas, mas eu não quero guardar pra mim essas imagens.
Pessoas que pensam só em si; será que algumas delas, entre um champanhe e outro, coisa que fazem o tempo todo (será que ricos são assim mesmo? du-vi-do) pensa em destinar uma parte para alguma campanha de solidariedade?
Enquanto uma vive dizendo "Ai, que loucura" pra qualquer coisa, uma outra diz "Ai, que delícia" numa aula de tiro ao imaginar ter acertado a cabeça de um bandido.
Delícia? foi isso mesmo que ela disse? Pior: foi.
Tudo bem, muitas vezes eu mesma, num momento de pura raiva, ao ver inocentes sendo torturados por bandidos imagino como seria bom se eles sofressem a mesma coisa. 
Mas isso é um momento, pronto, passou. Logicamente eu sei que não é assim que funciona, mas...... delícia?
Então o que eu acho é que desse programa, mesmo sem precisar assisti-lo, é que a gente pode tirar algumas lições:
- que o importante na vida é SER, e não TER, que é o que elas pensam;
- sei que pelo menos uma delas foi uma moça super simples. Então, a gente deve tentar SER mais alguma coisa e pode-se sim chegar lá, basta ter garra, determinação (um pouco de sorte ajuda também) e reconhecimento.
- tratar os outros como a gente gostaria de ser tratado. Os novos ricos ou os que se tornaram ricos, geralmente olham as pessoas de cima pra baixo, fazendo com que se sintam realmente inferiores.
Ah! me lembrei de outra coisa que eu li.
Tem uma dessas 5 que dá água francesa para seu cachorrinho, e, pasmem...... em uma taça.
Hello! Taça para cachorro? Pode?
* * * * *
Não vi tanta diferença assim 
entre minhas novas amigas
da penitenciária e as antigas
do Jardim Europa
* * * * *
E por falar em "Mulheres Ricas", nesta semana estive na Penitenciária Feminina 2 de Tremembé (SP) conversando com as presas.
     Sabe como é, Narcisa anda muito ocupada com a preparação do Carnaval, Celita, me disseram, vai passar uma temporada em Paris e parece que Lucila está embarcando com Jorge e os filhos para uma temporada de esqui -o que fazem muito bem porque a neve este ano está divina e abundante.
     Então sobrei eu aqui sem ninguém para papear, uma sina mortal para uma matraca-traca que não consegue calar-se nunca.
     E meu negócio, você sabe, é ser ouvida por gente como eu, que tenha alma de mulher rica. Se tirar minha cutícula enquanto conversamos, então, é capaz de eu entregar todos os meus bens terrenos à minha interlocutora.
     Mas como só dá para fazer a unha uma vez por semana, resolvi aceitar o desafio proposto por uma equipe de TV: fazer uma reportagem com as presas no xilindró novinho em folha do complexo de presídios que o Geraldo inaugurou lá perto de Taubaté.
     Tem ali cada cadeia linda que só vendo, deve ter dono de construtora rindo a caminho do banco. São Paulo, Estado de visão, soube enxergar que miséria e violência podem ser uma indústria lucrativa. Agora deveriam tratar de exportar o know-how para o mundo. Polo industrial de presídios do Geraldo: um Brasil que pensa grande.
     Quem passou temporada numa das cadeias desse lustroso complexo foi o Edemar (amigo do Jorge e da Lucila, olha só que mundo pequeno). Noutra estão a Nardoni e a Suzane von Richthofen. Lindérrima ela, se a vida não a tivesse desencaminhado, poderia ter sido garota-propaganda dos tubos e conexões de PVC Tigre, não poderia?
     Mas Nardoni e Susie não são aceitas na penitenciária que visitei. O povo da Feminina 2 de Tremembé não quer saber de gentalha de quinta, só lidam com garotas de terceira e quarta linhas. Daí eu ter sido acolhida com tamanha simpatia. Todo mundo veio ter comigo de pés e mãos bem manicurados, de lacinho no cabelo, uma graça. Parecia cadeia de filme americano. Também. Com o tempo de sobra que elas têm nas mãos, estresse não é o maior problema que a turma enfrenta.
     É nesta parte que algum obtuso irá interromper meu relato para invocar os famigerados "direitos humanos para bandidos" ou quem ele acha que defende esses direitos superespeciais que não prevalecem para o cidadão comum, mas que existiriam para criminosos.
     Ainda há quem não perceba que miseráveis são forçados a viver em confronto constante com a autoridade policial sem ter como se defender. E que continuam sem proteção depois de receber penas exageradas por delitos insignificantes.
     Mas o que nos importa aqui é que passei o dia falando com a mulherada e a história se repetia: quase todas foram seduzidas por um amor bandido e a promessa de dinheiro fácil. A maioria está presa por tráfico, as mais gaiatas por levar drogas ao companheiro encarcerado.
     Vem cá: é para enjaular pobres diabas que sonham em consumir como Narcisas que estamos construindo esse monte de penitenciária? Bem, eu não vi tanta diferença assim entre minhas novas amigas e as antigas do Jardim Europa. No fim das contas, o movimento é parecido: todas querem ser "Mulheres Ricas" e fazem o que podem para chegar lá.
barbara@uol.com.br
@barbaragancia



beijos 
e um excelente final de semana

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Nunca é tarde

>> terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Boa Tarde
Depois de um tempão, estou voltando. É claro que eu gosto de pensar que todos sentiram muito a minha falta, mas eu sei que não é bem assim.
Algumas pessoas podem ter vindo, outras viram pelo seu blog que não tinha nada de novo, outras não vieram mesmo porque não estão acostumadas a vir aqui e outras, assim como eu, também andam tão atarefadas que o blog fica pra depois.
Mas vamos lá. Será que perdi muita coisa nesses 12 dias ausente? 
Se souberem de alguma novidade boa, alguém me conta?


Mas eu tenho uma coisa pra contar, que eu acho MUITO BOA, se bem que, quem visita o blog da Elaine Gaspareto já está sabendo.
É o novo Concurso Literário. Você participou do VIDAS?
Então... só que agora já temos mais experiência, então temos tudo pra fazer um novo livro com mais sucesso do que o primeiro, não acham?
Podem começar a sonhar tá?


Eu queria falar aqui também de uma coisa, esta não muito alegre ou que nos faça feliz, muito pelo contrário.
É que eu estou com muitas saudades da Glorinha, e como vocês devem ter visto no post que ela fez Esperanças & Expectativas, onde conta o caso da doença que a atingiu, essa ausência dela da blogosfera está fazendo muita falta.
Suas reflexões, suas blogagens coletivas, seus poemas, contos, incertezas, verdades, sonhos, embalavam nossos dias e novos posts.
Então o que eu quero? 
Quero que ela volte logo e pra isso queria poder contar com todo mundo.
Nossas boas energias, pensamentos positivos, nossas orações (eu sei que ela não acredita muito, mas...), assim como fizemos uma blogagem no aniversário dela, agora seria nossa mente voltada para ela, para a família e principalmente aos médicos que a estão tratando.
Afinal, queremos nossa amiga de volta, certo?
* * * * *
E hoje eu li um artigo que gostei muito e queria compartilhar com vocês. 
Ele não é para todas, acho que vai interessar apenas para as jovens com mais de 60 anos. Mas quem sabe, você lendo "Pena que descobri a liberdade de ser eu mesma tão tarde. Espero que minhas netas descubram o valor da liberdade muito mais cedo", você não resolva deixar muitas insatisfações de lado, e curtir mais o lado simples e bom da vida?


beijos
Mulheres mais velhas aprendem 
que a verdadeira realização é poder 
investir nos próprios desejos

No Brasil, o corpo é um capital. A crença de que o corpo jovem, magro e perfeito é uma riqueza produz uma cultura de enorme investimento na forma física e, também, de profunda insatisfação com a própria aparência.
     Quase 100% das brasileiras se sentem infelizes com o próprio corpo.
     Ter uma família também é importantíssimo. Casar e ter filhos é um desejo ainda muito presente em todas as gerações e classes sociais. Muitas brasileiras, no entanto, se sentem frustradas por não serem reconhecidas ou valorizadas por maridos e filhos.
     Uma professora de 41 anos disse: "Passei a vida inteira cuidando da casa, do marido e dos filhos. Meu marido me traiu com uma garota de 22 anos. Meus filhos nem respondem aos meus telefonemas. Deles, só recebo patadas. Minha única alegria são meus gatos e cachorros".
     Ao pesquisar mulheres mais velhas, descobri outra realidade. Muito mais importante do que a aparência e o marido é a liberdade que adquiriram com a maturidade.
     Uma médica de 63 anos disse: "Descobri que a verdadeira realização não está no corpo perfeito, na família perfeita, no trabalho perfeito, na vida perfeita, mas na possibilidade de exercer meus desejos, explorando caminhos novos e tendo a coragem de ser diferente. Descobri que não devo me comparar a outras mulheres, pois posso ser única e especial".
     Mais velhas, elas passam a exibir seus corpos sem medo do olhar dos outros, sem vergonha das imperfeições e sem procurar a aprovação masculina.
     Aprendem que a felicidade pode estar em coisas simples, como dar risadas com as amigas, ter uma alimentação saudável, caminhar na praia. Passam a investir nos próprios prazeres, como fazer pilates, estudar, viajar etc.
     Elas passam a cuidar de si mesmas com o mesmo carinho que dedicaram aos filhos, marido, familiares. Não se sacrificam mais e não se esforçam tanto para provar o próprio valor. O centro do cuidado deixa de ser para o outro e passa a ser para si.
     Uma professora aposentada de 75 anos disse: "Não tenho marido e sou feliz. Invisto meu tempo, energia e dinheiro em mim. Não me preocupo mais com a opinião dos outros. Não tenho mais medo de dizer o que penso e quero. Tudo ficou muito melhor com a idade. Fiquei mais segura, confiante e autêntica. Pena que descobri a liberdade de ser eu mesma tão tarde. Espero que minhas netas descubram o valor da liberdade muito mais cedo".
* * * * *

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Querida e horrorosa cidade

>> quarta-feira, 25 de janeiro de 2012


Bom, que eu gosto das crônicas do Antonio Prata todo mundo já sabe, e hoje, claro, ele está falando sobre o aniversário de 458 anos da cidade que moro: São Paulo.
E vou copiá-lo para cumprimentar essa cidade que nos cansa muito mas que também nos dá muito orgulho:
Parabéns minha querida e horrorosa cidade.
* * *
Uma Virada Cultural por ano não
pode competir com um motoboy
morto por dia em São Paulo
* * *

Às vezes acontece de criticarem um amigo e eu não poder discordar: é verdade, ele tem mesmo tais e tais defeitos. Nada do que disserem, contudo, mudará meus sentimentos ou a nossa relação. Afinal, laços de amizade não são criados a partir de uma planilha do Excel, onde analisamos os prós e os contras da pessoa para, então, decidir nos aproximar; nascem de acasos e necessidades mais difusas que, geralmente, já se perderam no passado. O sujeito pode ter mais falhas que a defesa do Íbis, mas há dez anos vocês jogam pôquer semanalmente, já passaram alguns Réveillons juntos e quando aquela "stronza" te deu um pé na bunda, na madrugada de uma remota terça-feira, ele apareceu no seu apartamento meia hora mais tarde, com uma garrafa de Seleta numa mão e um disco do Tom Waits na outra.
     Tais ruminações me acompanham desde domingo, quando participei de um programa de rádio sobre o aniversário de SP e me dei conta de que viver aqui é como amar o amigo calhorda. Claro, a cidade tem muitas qualidades, que tentei enumerar no bate-papo, mas quanto mais falava em "programação cultural", "vida noturna" e "restaurantes", mais hipócrita me sentia: é impossível negar que nossos defeitos superam, em muito, nossas virtudes.
     Uma Virada Cultural por ano não pode competir com um motoboy morto por dia nem todos os impressionistas reunidos no Masp serviriam de tapume para nossa feiura. Aqui, a falência do urbanismo está tanto na pobreza -os mares de lajes batidas- quanto na riqueza -os espigões com colunas jônicas -homenagem ao glorioso império-românico-ultramarino que, como todos sabem, precedeu a chegada dos tupis-guaranis?
     São Paulo é violenta, arisca, injusta. O único momento em que vislumbramos uma sociedade igualitária é na hora do rush: todo mundo parado, respirando o mesmo monóxido de carbono. A cidade não existe como um espaço comum: é a distância que nos separa, uma ausência ou, então, um obstáculo. No entanto, gostamos dela. Por quê?
     Só entendi o óbvio ululante quando minha colega Barbara Gancia, que também participava do programa de rádio, tomou o microfone e, fugindo do meu clichê de "vida noturna & programação cultural", foi direto ao ponto: "São Paulo é onde estão as pessoas que eu amo: minha família, meus amigos, meus colegas de trabalho". Simples assim.
     Falemos o que for sobre esta metrópole banguela, mas é aqui que nascemos ou para cá nos mudamos, aqui nos apaixonamos, levamos pés na bunda e somos consolados. É o contrário daquela piada em que Deus termina de fazer o Brasil, irretocável em suas belezas naturais e diz: "Agora espera só pra ver o povinho que eu vou botar lá". Não somos o paraíso mal frequentado, mas um inferno cheio de pessoas queridas.
     Caetano talvez tenha acertado ao nos chamar de "túmulo do samba", mas foi ainda mais feliz no final do mesmo verso, ao apontar o "possível novo quilombo de Zumbi". Falta muito, claro, para fazer desse quilombo uma cidade, mas somos jovens, temos só 458 anos (quase nada comparado à Roma, Istambul, Bombaim) e muita gente boa, disposta a trabalhar. Há que ser otimista -afinal, pior do que tá, não fica.
     Feliz aniversário, minha querida e horrorosa cidade.
Blog "Crônicas e Outras Milongas"
antonioprata.folha.blog.uol.com.br

beijos

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O resgate das escovas milenares

>> quarta-feira, 11 de janeiro de 2012


Sair de férias é muito bom, quem não gosta? Geralmente encontramos pessoas que também estão de férias, então o astral está ótimo, quase não vemos pessoas emburradas, afinal quem sai de férias pra se estressar?
Aproveitamos para ler um bom livro, conhecer lugares, gente e comidas diferentes.
Na volta, estamos com uma nova carga de ideias e projetos para o novo ano que se inicia.
(Inicia agora ou só depois do carnaval?).
Mas, esta semana quando retornei, percebi que nessas duas ou três semanas ausente, senti falta de alguma coisa. Sabe quando a gente se acostuma a ler uma reportagem semanal e sente saudade da pessoa que escreve como se ela fizesse parte da sua vida?
Então, hoje eu percebi que estava com saudades da coluna do Antonio Prata no jornal.
Tudo bem, eu poderia ter procurado na internet, mas estava de férias dela também.
Férias são.................. férias.
Mas hoje ele está aqui novamente e eu já ganhei o meu dia.
(imagem Google)
"UMA ESCOVA de dentes pode levar até mil anos para se decompor", disse o narrador do documentário, e eu senti um aperto no coração. Não por conta do dano ecológico causado pela luta contra o tártaro e a placa bacteriana, mas pela imagem criada em minha cabeça: todas as escovas que já usei, fiéis companheiras por dois ou três meses, abandonadas em distantes aterros sanitários, junto a tomates podres, calotas rachadas e carcaças de geladeira; as cerdas espanadas balançando ao vento ou servindo de morada às larvas na escuridão, "per saecula saeculorum".
     As pessoas, quando morrem, morrem; as escovas, não. Ficam por aí. Desde a primeira que eu tive, aquela usada por minha mãe para limpar um único dente, em 1978, até uma Colgate branca e azul, que deixei no lixinho do banheiro em Paraty, no dia 2 de janeiro. Agora, sempre que fecho os olhos, vejo as pobrezinhas, condenadas a um milênio de solidão.
     Seria possível resgatá-las? Digamos que eu tivesse muito dinheiro, que eu fosse o Bill Gates e contratasse cientistas da Nasa, criasse ferramentas, pusesse uma legião de trabalhadores a peneirar lixões... Não, impossível, mesmo que encontrasse todas as escovas do país, em meio a sacolas plásticas, pitangas e Ataris, como saber se aquela TEK vermelha, macia, tamanho médio, modelo 1987, é a mesma que eu usei durante a quinta série ou outra qualquer? Só daria para identificá-las se eu tivesse marcado nos cabos, digamos, com uma ponta de faca quente, as minhas iniciais. Mas que tipo de pessoa faria uma coisa dessas?
     Taí: Kim Jong-un, o novo ditador norte-coreano, talvez seja capaz de recuperar suas escovas, caso queria. Ou você não acha que os ditadores têm escovas de dentes personalizadas, com seus nomes gravados, belas insígnias em dourado e frases encorajadoras como "Bom dia, ó raio de sol que brilha para o universo!"? Bastaria a ele, portanto, tirar umas 500 mil pessoas do campo e das fábricas e botar para garimpar os aterros do país, até que separassem, das montanhas de escovas proletárias, todas as escovas ditatoriais.
     Seria até bom para Kim Jong-un: uma meta, uma missão, totalitarismos precisam disso. O déspota poderia declarar que suas escovas de dentes são objetos sagrados, ou que, através delas, os sequazes do capitalismo conseguiriam obter seu DNA e criar um veneno para matá-lo. "Nem uma escova deixada para trás!", seria o slogan. Ou: "Até a última cerda!".
     Durante a busca haveria mortos contaminados por lixo hospitalar e atômico, por leptospirose e vítimas de inanição, claro, mas para estes seriam erguidas estátuas e se cantariam hinos, até o dia em que, décadas mais tarde, Kim Jong-un declarasse a busca terminada, e fizesse o Grande Museu das Escovas de Kim Jong-un, e o povo choraria de felicidade, pois saberia que, se fora capaz de recuperar todas as escovas do majestoso líder, seria capaz de tudo.
     Isso, o Kim Jong-un, claro, não eu, pois minhas escovas são iguais às de todos os outros, e ficarão mil anos por aí, em lixões em Sapopemba e Perus, e sobreviverão a mim, a você, aos ditadores coreanos, à própria Coreia e a sabe-se lá mais o quê. Ê, mundo estranho da porra!
Blog "Crônicas e Outras Milongas"
antonioprata.folha.blog.uol.com.br

beijos

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BLOG RETRÔ

>> quinta-feira, 5 de janeiro de 2012


Essa Elaine nos faz fazer cada coisa...........................
É isso mesmo, você não está participando? Então corra, que é só até amanhã.
O negócio é o seguinte: a Elaine do blog Um pouco de mim, propôs, no início do ano passado, que a gente publicasse o post que mais tivesse gostado de fazer no ano anterior. E agora ela está repetindo, só que ampliou as alternativas. Veja:

Blog Retrô: Trata-se de um tipo de blogagem coletiva livre, onde você escolhe, de tudo o que  postou em 2011, o que você mais gostou.
Qual post foi o mais importante pra você? Qual o mais gostoso de escrever?
Pra facilitar vou dividir em 3 categorias, assim você escolhe dentre os posts de seu blog 1 em cada categoria, certo?
Diga pra mim:
  1. Qual post seu que mais você gostou de fazer, que mais prazer ou emoção te deu? Por que?
  2. Qual post seu foi o mais popular, mais comentado ou mais visitado? Por que, em sua opinião?
  3. Qual post seu foi o mais difícil de escrever, o mais complicado? Por que?
Bom, com base no que ela escreveu, e finalmente com umas horinhas de folga, fui reler os meus posts do ano anterior e descobri uma coisa. Não é fácil. Primeiro, porque tem alguns que eu nem me lembrava mais, tem emoção envolvida, pequenos relatos da vida, da minha vida, da vida de outras pessoas, tem outros que são importantes pra nós mas não o são para outros, tem alguns mais engraçados (tristes quase não tem). Mas consegui escolher os três e vou mostrar:

1) O que eu mais gostei de fazer: Promessa? .......... É DÍVIDA - Porque nele eu falei sobre o lançamento do livro VIDAS, que foi bom para:
- pra mim, como blogueira, por ler tanta coisa boa nos blogs e saber que muitas pessoas sonham em ter um livro publicado, ou um conto que seja, mas que não é uma tarefa muito fácil. 
- para minha editora, por ter mais um livro bom no currículo.
- para a Elaine, que começou com a ideia da publicação, mas sem ter ainda todos os fios amarrados, e ver um livro bom e bonito na mão, deve ter sido uma emoção muito grande.
- e para todos que participaram, para os que foram escolhidos para estar nele, e para os outros que não entraram nessa seleção, mas que vão estar nos próximos que faremos.

2) Meu post mais popular foi um post que fez parte de uma Blogagem Coletiva proposta pela Nilce: Minha declaração de amor e eu acho que foi porque nesse post tem muita emoção envolvida, emoção familiar, que sempre pega a gente. E embora tenha sido uma declaração de amor, não foi um post fácil de fazer.

3) E o meu post mais complicado foi: Coração apertado. Foi um post que eu jamais imaginei fazer e não queria ter feito. O susto, imaginar que podia ter sido com meu filho............... nossa, pra uma mãe, não é fácil não.


Mas a gente precisa fazer a lição direitinho? É que a Elaine disse para escolhermos 1 post de cada tipo, mas eu vou ser um pouquinho rebelde, posso? 
Os posts mais fáceis, mais gostosos e mais divertidos de fazer são: 
-os que mostro as crônicas do Antonio Prata, tipo No caso, com certeza e os que estou mostrando os divertidos momentos da nossa presidenta em O diário da Dilma.
É que eu leio antes, vou lendo enquanto posto e depois de publicado e sempre me divirto.

Agora vou lá conferir todos que estão participando. Ah! não posso esquecer da caixinha de lenços.

beijos

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DIÁRIO DA DILMA - VI

>> terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Você pode não gostar dela, ou até gostar, simpatizar, detestar, mas aqui, não estou falando de política e sim de uma reportagem mensal da revista Piauí.
Sabe o que eu acho? Que até a própria Dilma, deve rir ao ler o "seu diário".
Se quiser ler e se divertir um pouco, os meses anteriores estão aqui:

Janeiro  -  Fevereiro  -  Março  -  Abril  -  Maio


1º de junho_Dizem que junho não é um bom mês para sagitarianos. Com ascendente em Escorpião, então, nem se fala. Já deixei dois recados com a minha astróloga. Deve ter alguma coisa encalacrada no meu mapa. Palocci e pneumonia ninguém merece. Minha tia queria trazer um pai de santo muito bom aqui da Ceilândia, para tirar o mau-olhado. Começo hoje uma trezena de santo Antônio.
Não aguentei e li meu horóscopo on-line: “Sua Lua está apontada para Vênus. É tempo de mudança. Renove os ares antes que seja tarde.” 

Tomei um Rivotril.

2 de junho_Pedi para o Luiz Sérgio gravar Guerra dos Tronos. Vi uma chamada e fiquei curiosa. A verdade é que, com tanta amolação por causa do Palocci, nem consigo mais seguir Cordel Encantado. Tão fofinha, a novela.
Minha astróloga ligou. Disse que tem três eclipses este mês. Achou boa a ideia do pai de santo porque a coisa está brava.
Tive de chamar o Palocci na chincha. Mandei ele ficar de pé no canto da sala, em silêncio, por dez minutos. Depois, parei a um palmo do nariz dele, encarei-o com meu melhor olhar de ex-terrorista e mandei bala, na bucha: “Por santa Rita de Cássia, diz logo para quem prestou consultoria!” Abaixando a vista, o barbudinho concordou em ir ao Jornal Nacional.
Francamente, ficou chato para todo mundo. Ninguém fala mais do meu topete, das minhas roupas. Ninguém compara mais o meu estilo com o do Lula.
Enfim, em casa. Sorvete de passas ao rum, almofadinha para os pés, edredom. Coloquei o DVD que o Luiz Sérgio gravou, e surpresa: um show da Cher em Las Vegas. O que é isso?

3 de junho_Pelas perucas do Ivon Cury! O Palocci estava horrível noJornal Nacional! Que conversa fiada, cruzes! E aquele canto de mesa com um copo enorme! Estava num restaurante? Ele não percebe que está ficando uma baleia? Daqui a pouco nem cabe mais naquele big apartamento que comprou com as consultorias.
Vou correr a minha agenda de telefones para ver quem pode substituí-lo.
João Santana soube dos eclipses e me mandou fazer um despacho: “Ponha uma vasilha de água sob o sol. Separe um patinho de borracha. À noite, banhe o patinho com a água. Repita por uma semana.” Anotei bem anotado.

6 de junho_Botei um conjuntinho mais sóbrio para receber o Hugo Chávez. Ah, se tem uma coisa que a Dilminha sabe é agradar um comunista. Pena que o corte não favoreceu, principalmente na cintura. Ainda bem que o Palocci vai atrair todos os holofotes. Nessas horas um escândalo até que ajuda.
Fiquei arrepiada quando o Chávez disse que me achou inteligente e interessante logo na primeira vez que me viu. Mas não dei bandeira: em terra de sapo, mosca não dá rasante. Não sentia uma emoção tão grande desde que pegamos aquele cofre do Ademar. O Lobão estava por perto e acho que ouviu. Bem feito! É para ele parar de se achar.
Patriota ligou: “Ollanta Humala foi eleito presidente do Peru.” Já ia passando um pito por causa dessa mania dele de fazer trocadilho idiota, quando a Ideli Salvatti, que estava por perto, me cochichou que esse era mesmo o nome do homem. Esperta essa Ideli, vou pedir para ela gravarGuerra dos Tronos.
O Franklin Martins apareceu em casa. Achei ele a cara do Gregory Peck. Deve ser o Rivotril.

7 de junho_Palocci chegou tão cedo no Alvorada que eu estava de bobes. Trouxe a lista das empresas para quem prestou consultoria: Armarinho dos Souza, Judith Calçados, Zezé Confecções, O Rei das Pochetes. Ora, não me venha de borzeguins ao leito. Palocci prestando consultoria de moda, era o que me faltava! Só se fosse da Camisaria Varca. Depois dessa, não tinha mais ambiente para ele continuar.
Fiquei com dor de cabeça. Liguei para o Sérgio Cabral e pedi para ele imitar o Lula. Ri tanto que destravei a tensão nos ombros.

8 de junho_Dei o maior pito na Helena Chagas. Como ela deixa sair uma foto minha abraçada ao Luiz Sérgio, o que já não favorece, e ainda por cima com a etiqueta do meu sapato espetada para fora?
Topei na agenda com o nome daquela loira paranaense, a Gleisi. Muito gracinha, ela. Resolvido o problema do Palocci, arre! 

Molhei o patinho.

10 de junho_João Santana deixou no gabinete uma carta cumprimentando o Fernando Henrique pelos 80 anos. Tinha um post-it em cima: “Presidenta, fume o cachimbo da paz com o FHC. Vai por mim. Todos os colunistas tucanos (releve a tautologia) vão elogiá-la e, por tabela, ainda enfraquecemos o Serra.” O texto já veio em papel timbrado e com a minha assinatura no final. Êita marqueteiro eficiente! Mas, cá entre nós, querido diário, “releve a tautologia” é coisa de baiano com complexo de Rui Barbosa.
Adorei os comentários de que a Gleisi é a “Dilma da Dilma”. Ai, se eu tivesse aquele narizinho...

12 de junho_Fui checar meu perfil clandestino do Facebook e topei com um vídeo superbonitinho, inspirado na música Eduardo e Mônica. Curti e encaminhei para o Fernando Haddad.
Mudança, mudança, mudança: troquei o manobrista com o cozinheiro, a Ideli pelo Luiz Sérgio, e estreei um novo jogo de roupa de cama. Essa de botar a Pesca na Articulação Política foi de gênio. De um golpe, resolvi minha turma da tranca: eu e a Miriam contra a Ideli e a Gleisi. Já vou marcar uma rodada para sábado à noite. Aproveito e faço um quentão, que eu adoro. Depois assistimos a umas reprises de Sex and the City.

13 de junho_O Lobão está se sentindo a última bolacha do pacote depois que ganhou um par deray-ban do Antonio Banderas. O Nelson Jobim veio dizer que o homem agora só aparece armado de uma expressão penetrante. Ao se apresentar, franze o cenho e diz: “Meu nome é Edison Lobão, o perigote da presidenta.” Parece o Zé Bonitinho.

14 de junho_O Haddad me manda um e-mail com uma nova sugestão para o vídeo contra a homofobia: duas amigas que acabam se apaixonando. O título? “Eduarda e Mônica”. Como diria o Robin: “Santa Herança do Lula!”
Esqueci de dar banho no patinho.

15 de junho_Juntei minhas meninas Ideli e Gleisi para uma primeira rodada de tranca. E preparei uma surpresinha: pedi para a irmã do Chico Buarque trazer uma fita com as músicas inéditas dele.

16 de junho_O PMDB parece criança: quando a gente dá uma coisa, ele já pede outra. Agora, além de aturar o Temer, tenho de dar ouvidos para os pedidos de sigilo eterno do Sarney e do Collor. E eu doida para fuçar esses documentos.
A música do Chico falava de uma mulher sem orifícios. Fiquei com isso na cabeça. O que será que ele quis dizer? Vou perguntar para a irmã dele. Ainda bem que não a mandei embora.

21 de junho_O George Clooney terminou com aquela italiana. Esse o Patriota não convida para visitar a gente.

22 de junho_Delícia de feriadão! Vou aproveitar o São João em Caruaru, faço uma social e depois dou um perdido na turma. Já vou colocar o vestido caipira na mala.

23 de junho_Aécio caiu do cavalo e o Indio da Costa foi pego na blitz da lei seca. Parece que meu inferno astral está no fim.

25 de junho_Tentei achar o Lula. Queria pedir para ele ligar para o Fidel e saber o que tem de verdade na boataria sobre o Chávez. Mas o Lula caiu na clandestinidade. Deve estar “fazendo palestra” no jatinho de algum empresário. Essas coisas o PT não vê.

27 de junho_Marieta Severo para interpretar Dilminha no cinema? Sei não. Adoro a dona Nenê, mas a Paola Oliveira não é mais parecida? Ela está ótima em Insensato Coração. E quem fará o papel do Lobão? Será que o Antonio Banderas esteve no Brasil para isso?



beijos

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