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Blogagem coletiva - BRANCO

>> segunda-feira, 17 de maio de 2010

DIA BRANCO

Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...
Eu lhe prometo o sol

Se hoje o sol sair
Ou a chuva...

Se a chuva cair
Se você vier

Até onde a gente chegar

Numa praça

Na beira do mar

Num pedaço de qualquer lugar...

E nesse dia branco

Se branco ele for
Esse canto

Esse tão grande amor

Grande amor...
Se você quiser e vier

Pro que der e vier
Comigo
Comigo, comigo.
Eu quis colocar essa música, por dois motivos. Primeiro porque estamos fazendo a blogagem coletiva sobre o branco e também porque ela tem muito a ver comigo.
Imaginem a cena. Eu e meu marido trabalhamos num banco, éramos então colegas de trabalho. Isso por vários anos. Eu era casada, ele também e coincidência ou não, tínhamos casado no mesmo mês e no mesmo ano. Bem, meu casamento não deu certo, me separei e nós, juntos com alguns outros amigos da empresa, almocávamos juntos, tínhamos uma boa amizade. Depois de alguns anos o casamento dele começou a não dar certo, e de repente, não mais que de repente, tivemos um click, sabe aquela coisa que começa a nos atrair, vontade de conversar mais - a sós - vontade de ficar junto, sentar perto, sentir o cheiro, ele se separando, até que um dia, ele passa por mim e me dá uma fita cassete (muita gente acho que nem sabe o que é isso, não?) e vai embora. Bem, a hora demora a passar, vontade de ir logo pra casa e ver o que tinha na fita.
 Fui e com o coração na boca (todas vocês sabem o que é isso certo?) coloquei pra ouvir e começa a tocar essa música. A fita inteira.
Bem, nem preciso dizer que eu fui pra o desse e viesse e estamos juntos e felizes até hoje.

Dia Branco
Geraldo Azevedo
Composição: Geraldo Azevedo/ Renato Rocha
 
Se quiserem ouvir, é só clicar aqui
beijos


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Blogagem Coletiva - Colorindo a Vida

>> segunda-feira, 10 de maio de 2010


Aqueles Olhos Verdes

Aqueles olhos verdes, translúcidos serenos
Parecem dois amenos, pedaços do luar
Mas têm a miragem, profunda do oceano
E trazem todo o engano, das procelas do mar

Aqueles olhos verdes, que inspiram tanta calma
Entraram em minh'alma, encheram-na de dor
Aqueles olhos tristes, pegaram-me tristeza
Deixando-me a crueza, de tão infeliz amor


Aquellos ojos verdes, serenos como un lago
En cuyas quietas aguas, un día me miré

No saben las tristezas, que en mi alma han dejado
Aquellos ojos verdes, que yo nunca besaré


Milton Nascimento
Composição: Nilo Menendez, Adolfo Utrera, João De Barro

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blogagem coletiva

>> segunda-feira, 3 de maio de 2010

"Numa folha qualquer

Eu desenho um sol amarelo .....




POEMA AMARELO

 

Serei por estes dias que nascem


Pó da terra ao vento


Um pouco de nada

Um gostoso lamento





Serei por estas noites que caem

Luar de relento vivo

Mistério do escuro

Folha de Outono

Amarelo cativo



Serei por estas tardes frias



Gelo a derreter de calor



Pingo de chuva no teu nariz



A sofrer a minha dor



A ler o que o futuro diz




Serei por estas manhãs de alvorada



O romper da luz



E o terno entardecer








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