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BC - Um dia para Glória

>> sábado, 14 de abril de 2012



Há um ano atrás eu estava, junto com meu marido, na cidade do Rio de Janeiro. 
O local?
"Lançamento do meu livro: Na Esquina do Tempo Nº 50 - dia 14 de abril - Espaço Multifoco, Rua Mem de Sá, 126- Lapa- Rio de Janeiro- Brasil.
Estão todos convidados a olhar para o céu...."
Esse era o convite da Glorinha para o lançamento do seu livro "Na esquina do tempo nº 50.
Ansiosa para conhecer pessoalmente a pessoa com quem eu conversava desde o início do meu blog um ano antes, fiz as malas e lá fomos nós.
Noite super agradável, chegamos na Lapa, e antes mesmo de entrar a encontramos. Chegava correndo, super atrasada por causa do trânsito, juntamente com a amiga Nilce e ali mesmo fizemos as apresentações.
Lá, pude conhecer pessoalmente também outras blogueiras que tinha conhecido através da Glorinha, e que, assim como eu, tinham ido desejar Sucesso à nossa amiga.
Depois disso, fizemos um outro encontro aqui em São Paulo, onde ela veio, junto com a Beth (Lilás), divulgar seu livro e bater papo com as pessoas que foram prestigiá-la.
Batemos perna no Shopping Pátio Paulista, compramos coisinhas, comemos brigadeiros na Brigaderia, eu ganhei um presente dela, almoçamos e de lá seguimos para o encontro.


Coisa gostosa, que fica marcado, 3 amigas conversando, rindo e passeando num shopping.

Foi a última vez que a vi e depois disso, pouco conversamos também. Eu viajei, e na volta, notando sua ausência na blogosfera, liguei 1, 2, não sei quantas vezes, até que um dia o marido dela me atendeu e me contou.
Surpresa? Sim, claro, mas Esperança..... muita.




Tantos escritos, tantos sonhos, um livro na gaveta a espera de ser lançado.....
Guardo bem o seu jeitinho, a sua voz, às vezes faço um post e fico esperando pelo comentário, que não vem, dai imagino o que ela diria sobre isso ou aquilo.
Na minha mesa de trabalho um poema, que nem ela lembrava de ter escrito, mas para o qual eu olho e pergunto o porque............


beijos e saudades

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Blogagem Coletiva - Fases da minha vida

>> quarta-feira, 16 de março de 2011

À noite deitada em sua cama, se lembra da cara de felicidade de uma amiga quando soube que estava grávida e começa pensar se ela estaria assim também caso a gravidez fosse dela.
Não pensava nisso. Não se via mãe. E isso tinha começado já adulta quando teve que fazer vários exames para ver o porquê de a sua menstruação ser totalmente irregular. E o resultado: Uma gravidez seria muito difícil; pra isso acontecer teria que fazer tratamento.
Mas ela não pensava nisso ainda. Tinha começado a namorar sério fazia um ano e pouco e casamento não passava ainda pela sua cabeça.
Mas agora já estava casada há uns 3 anos, não tomava precaução nenhuma, afinal deduzia que seu corpo já era contracpetivo naturalmente. Um dia o marido sugeriu que talvez já estivesse na hora de pensarem num filho e ela então marcou consulta com o ginecologista. Mas não tinha começado o tratamento. Não sabia dizer o porque, mas sentia que talvez fosse melhor assim.
O tempo passou, a amiga teve o filho, um menino lindo e depois da licença maternidade quando voltou a trabalhar, o assunto era sempre o filho, fotos, as gracinhas, fotos e mais fotos.
Ela se sentia meio a parte disso tudo, não entendia direito como um ser tão pequeno podia ter mudado tanto assim a vida da amiga.
Mais um ano se passou, aquilo que era um prenúncio se tornou real quando ela e o marido resolveram se separar. Foi uma fase de muito sofrimento, afinal era uma ruptura, um desligamento, um término para uma coisa que prometia ser duradoura. Sofreram juntos, choraram juntos mas, acabou.
A vida tomou seu rumo cada um de um lado, a casa ficou silenciosa, mas com o passar dos tempo ela foi vendo que ficaria bem. Foi melhor assim.
Dois anos depois ela se pega pensando, cantando, se arrumando mais, se amando mais, se vendo mais alegre, mais feliz e é claro que isso tinha um nome: Paixão.
Uma paixão arrebatadora como ela nunca tinha sentido. Um coração a pulsar mais forte a cada olhar, a cada telefonema.
E depois dos primeiros encontros percebeu que aquela paixão poderia acabar mas que em seu lugar ficaria um grande amor. Amor que ela nem pensava existir.
Ela transpirava felicidade. Não conseguia disfarçar.
Então ficaram juntos. No início não na mesma casa. Mas dormiam juntos todas as noites em qualquer que fosse a casa. Trabalhavam juntos e dormiam juntos.
No início pensou em se precaver contra uma gravidez e começou a tomar pílulas, mas não se sentia bem tomando – no fundo achava que não devia, já que não ficaria grávida mesmo – e então parou. Depois pediu ao ginecologista colocar o DIU, mas logo depois resolveu tirar e resolveu também que não ia tomar nem usar nada. Esse mesmo ginecologista já tinha dito que a chance dela era 1 em 1.000 (ou um milhão, não se lembra) então, pra que se preocupar?
O atual marido nem pensava nisso porque tinha um filho pequeno do casamento anterior, então já estava bom demais.
Um ano e meio se passou nesse mar de felicidade. Gostavam de estar juntos, ele gostou de aprender a cozinhar e vivia inventando pratos, jantares surpresas.
Uma noite uma outra amiga do trabalhou disse que queria ir ao shopping comprar um presente, e a convidou. Foram e ela resolveu comprar umas peças de lingerie. Começou a experimentar e estranhou que o número usual estivesse ficando apertado.
Estou engordando, pensou e até chamou a amiga pra ver. A amiga falou, toda meiguinha que sim, olhando assim parecia mesmo que o peito estava maior, mas que o corpo não. Ela continuava magra.
No outro dia, logo de manhã ligou para o médico pedindo uma consulta de urgência, explicou o que era, e ele como já a conhecia há um bom tempo disse:
- Não se preocupe, não é nada grave. Isso deve ser displasia mamária......., em todo caso pode passar aqui à tarde.
Às 18 hs em ponto estava ela no consultório, ansiosa para saber do que se tratava. O médico então começou a examiná-la enquanto ela olhava pra ele toda assustada, até que ele virou pra ela sorrindo e disse: Hum.... acho que tem alguma coisa aqui.
Ela nem viu o sorriso dele, e ainda mais assustada perguntou: Como assim, alguma coisa?
O que é que eu tenho?
- Tudo bem, embora eu tenha quase certeza, você vai fazer um exame amanhã de manhã pra saber se é mesmo uma gravidez.
Gravidez? Como assim? Eu, grávida?
Foi pra casa atordoada com a notícia. Queria contar logo para o marido. Como ele reagiria? Iria gostar da notícia? Isso caso a notícia fosse real. Ela não acreditava.
Só conseguiu acreditar mesmo quando recebeu o resultado.

Não sabia o que fazer, se ria ou se chorava. Nunca tinha pensado nessa possibilidade.
Não tinha certeza de como reagir. E ela já estava com quase 10 semanas de gestação.
Mas foi percebendo que alguma coisa dentro de si mudava rapidamente, uma sensação maravilhosa, de plenitude, um sentimento forte que a fazia pensar só numa coisa - Um filho - e esse sentimento só podia ser Felicidade.
Não sabia o que era sentir isso antes, mas a partir daquele momento soube que só uma pessoa que vai ser Mãe, sente a vida dessa maneira.
Seus amigos, seus irmãos, sua mãe, seus sobrinhos, todos eles estranharam um pouco pois sabiam de seu problema, mas todos foram tão carinhosos, fizeram tantos elogios que ela se sentia no céu.
Pediu férias do trabalho e viajou com o marido. Queria fazer planos, escolher o nome.
E juntos escolheram: IVAN.
A cada dia que passava seu semblante demonstrava sua felicidade.
Teve uma gestação tranquila, sem problemas e com um peito vazando leite desde que estava com 5 meses.

No dia 24/04/90, logo de manhã, foi para o hospital porque já estava chegando a hora.
O Ivan nasceu às 12h05 de cesária e a emoção dela foi tanta, como tinha que ser.
Achava que seu maior momento de felicidade tinha sido quando se descobriu amando e sendo correspondida com o atual marido. Não podia supor que existia no mundo um sentimento de felicidade como esse que atravessava.
Logo depois do nascimento começou a amamentar, e o fez até ele completar 10 meses.
Deixaram a maternidade no dia 27/04 e seguiram para casa, para dar início numa nova etapa da sua vida.
Tinha certeza de que seriam felizes, os três, mais o filhinho Felipe do casamento anterior de seu marido.
E essa certeza se fez realidade.

Há uns dez anos, os quatro vivem juntos em plena harmonia, os meninos se dão maravilhosamente bem, são irmãos de verdade, se curtem, se apoiam, se ajudam.
E não é pra ser feliz com tudo isso?
Ah! ela só teve que se policiar para não ficar como todas as mães: fotos, gracinhas, mais fotos, beijinhos, novas fotos.
Algumas vezes....... até que conseguiu.


PS: Estava sentindo falta das blogagens coletivas, e mesmo atrasada resolvi participar desta, proposta pela Rosália do Espiritul-idade. Resolvi falar, não do meu nascimento (já faz muito tempo, não me lembro rsrsrsrsrs) mas sim do nascimento do meu filho, que foi o momento mais maravilhoso da minha vida. Essa história eu já tinha publicado anteriormente, mas como é uma coisa que me emociona muito, estou publicando novamente. Nos próximos participarei com histórias novas.

beijos

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Blogagem Coletiva - Minha declaração de amor

>> terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva - Minha declaração de amor, pela comemoração do 1º aniversário do Blog A Vida de uma guerreira da amiga Nilce.
Nilce, parabéns, e que seu blog continue fazendo parte do cotidiano de muitas pessoas, e que continue tão gostoso de ser visitado.

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Num sobressalto ela se levanta e vai até o móvel onde ficam os porta-retratos. Um vento muito forte tinha batido a porta da frente e derrubado alguns.
Ela começa a arrumar e com um sorriso no rosto olha atentamente para a foto emoldurada.

Seus 5 irmãos e ela. Mas ....... falta um. Esse (era o terceiro dos sete filhos) se foi há mais de vinte anos, brigando com um câncer que lhe atingiu o fígado. Ela se lembra dele perguntando à mãe:

- Mãe, o que está acontecendo comigo? Eu tenho feito tudo direito como os médicos pedem, mas eu não melhoro e essa dor não passa!
A mãe, sem saber o que dizer, e se segurando para não explodir em lágrimas, afaga sua mãe com aquela ternura que parece própria delas e diz:
- Vai passar sim meu filho, você vai ver, logo, logo passa (intuitivamente sabendo que estava mentindo).

E algum tempo depois ele se foi, deixando a esposa, 2 filhos, 6 irmãos e uma mãe que chorou sua morte até o último momento de sua vida.

Uma tristeza para todos! e ele era tão lindo! Dois olhos azuis que se fecharam e não viram mais as belezas do mundo.

Ela se emociona ao lembrar do rosto dele, da ternura, da bondade que era sua maior virtude.

Mas...... quando ela era ainda uma criança, não se lembra de conversar muito com eles não. Primeiro porque a mãe não deixava conversar na mesa (achava que muita conversa podia virar em briga) e também porque eles sempre a trataram como criança (que ela era).
Todos fizeram o primário e depois ao invés de ir para o ginásio, foram para o Liceu de Artes e Ofício (aprender uma profissão, o pai dizia).

A irmã mais velha já trabalhava, se bem que do que ela gostava mesmo era de estudar, e os outros foram seguindo o caminho. Um foi trabalhar numa loja de calçados, outro era cantor e radialista, o mais novo gostava de administrar e nos seus 14 anos já trabalhava no escritório de uma grande empresa e a outra irmã, a do meio, trabalhava num bazar.

Ela ainda era muito menina pra trabalhar, então só ia pra escola, brincava e ajudava em casa. A mãe lhe passava muitos serviços para fazer, e com 10 anos, já preparava o almoço da família e depois, claro, arrumava a cozinha.


Não precisou trabalhar antes dos dezenove anos; os irmãos preferiram que estudasse já que todos eles trabalhavam e ajudavam financeiramente em casa.
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O terceiro dos filhos arrumou emprego numa oficina de conserto de geladeiras, gostou e aprendeu bem a profissão, tanto que um tempo depois abriu a sua própria com a ajuda do ex-patrão. Eram amigos e um ajudava o outro. Os serviços foram aumentando, ele - um empreendedor - cada dia com mais idéias, reuniu-se com os outros irmãos homens, conversaram, decidiram a parte de serviço de cada um, formaram uma sociedade e transformaram a pequena oficina em uma pequena fábrica de balcões refrigerados. Fizeram a coisa certa e a fábrica começou a aumentar de tamanho. Era ele quem viajava abrindo novos negócios, e nessas andanças descobriu que adorava o mar, e comprou terrenos na praia. Logo deu para construir e assim, sempre que podia, já casado e com filhos, iam curtir a natureza na praia.

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Todos foram se casando, construindo suas famílias.

A irmã mais velha se casou com um empresário bem situado, mas que acabou perdendo tudo um tempo depois, e ela teve que enfrentar um período difícil, com a marido se corroendo de raiva e com 4 filhos pra criar. Mas ela era (e continua sendo) uma mulher forte. Os irmãos ajudaram como puderam, mas foi ela quem superou o desânimo do marido, não conformado com a derrota. Arrumou um emprego e a ele se dedicou, até a idade de se aposentar. Cuidou dos filhos e da mãe, quando esta ficou sozinha. Tem sempre uma resposta na ponta da língua para qualquer questionamento. Não foi feliz como esperava ser, mas acho que nem ela mesma sabe a força que possui.

A outra irmã casou-se bem, mas teve que se desfazer de muitos sonhos como viajar, passear, ir a restaurantes, dançar (nos bailes da cidade era sempre uma das primeiras a sair dançando), pois o marido não gostava de sair.
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Ela então estudou, trabalhou, namorou e quando disse que ia se casar, os irmãos praticamente montaram sua nova casa, principalmente com móveis feitos pela empresa deles.

Mas continuavam não muito unidos, embora existisse amor, respeito e confiança entre eles. Ela se lembra até hoje quando, na adolescência, num baile de réveillon, foi cumprimentar o irmão (ia com ele em todos os bailes, se não fossem juntos, ela não iria) e ficou com uma vergonha imensa de lhe dar um beijo e ele mais ainda por receber.

Mas esse foi o primeiro passo. Como ela via os amigos aos abraços, a família do namorado se abraçando, começou também a levar isso cada vez que se encontrava com eles. Não era uma coisa natural, mas eles iam se acostumar, ela pensava. Tempos depois, já casada, começou a querer unir ainda mais os irmãos, e então tentava marcar almoços de natal; mas demorou uns 5 anos para que conseguisse reunir todos. Um tinha o almoço na casa da sogra, outro, na casa das cunhadas, uma, o marido não queria ir, essas coisas que atrapalham um encontro gostoso. Ela não desistia. Começou a marcar encontros com os sobrinhos, de quem gostava muito e que com a maior parte, era muito unida. Assim, os filhos sempre se encontrando, acho que os pais resolveram se encontrar também. E assim, depois dos primeiros encontros, tudo virou motivo para festa, para abraços apertados.
Ela ainda não consegue olhar no olho de cada um e dizer que os ama muito, do seu orgulho por fazer parte dessa família, mas aproveita qualquer oportunidade para lhes mandar um cartão ou um bilhete e declarar isso.


E os encontros se sucedem. No aniversário de um, na chácara do outro, no sítio, em um restaurante, o gostoso é combinar e se encontrar, lembrar dos tempos difíceis, rir deles, contar o dia-a-dia, lembrar as festinhas infantis, dos bailes de 15 anos, assistir o filho de uma se casando, os filhos do outro se formando, ver a família crescendo, os sete virando 13, esses 13 em mais 8.  

Mas nada disso ele viu. O terceiro dos irmãos já não estava mais entre eles e ela tem muitas saudades. Saudades da sua presença, saudades dos abraços não dados, dos beijos de carinho, das risadas, e principalmente por não ter tido tempo de dizer: Eu te amo!!!

beijos

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Minha idéia é meu pincel

>> quinta-feira, 2 de dezembro de 2010


Quando a campainha tocou, ela teve um sobressalto. Estava cochilando. Antes, estivera pensando nas ausências, na saudade.
Levantou do sofá e foi atender à porta. Era o moço dos correios. Pegou a correspondência e dentre elas, uma se destacou. Um envelope amarelo. Entrou em casa, colocou as demais sobre a mesa e sentou novamente no sofá. O que seria?
Tentou abrir com cuidado, assim mesmo rasgou num canto. Tirou de dentro o papel impresso com cores vivas. CONVITE. Uma festa. Leu com atenção e imediatamente começou a pensar em como seria. Ah! Nessa festa ia muita gente bonita, alegres, comunicativas; ela se lembrava bem na do ano anterior. Em sua cabeça já pensava com que roupa iria. Nada de pretinho básico, iria aproveitar o colorido da moda.
Mas ela queria algo mais. Pensando bem, queria mais amigos.
Mentalmente começou a imaginar. Teria que começar logo, pra não cair na correria.

Festa de Faz de Conta
Iria fazer uma Misturação entre as pessoas, do Brasil e fora deles. Ia chamar a Violeta, a Marli, o ManDrag. O Alexandre, que já percorreu Tantos caminhos e agora estava perdido lá no Japão. O Antonio Rosa viria? Acho que sim, precisava sair um pouco lá da sua Cova do Urso. E a Chica? Ah! essa virá com certeza, pois como ela sempre diz, adora ver as cores da vida. E a Manuela? Ela é sempre muito Light, mas eu vou dizer a ela que na festa não servir Absinto de jeito nenhum. Vai ter é muita música, muito barulho, então nela não terá espiritualidade-poesia, mas tenho certeza que a Orvalho do Céu vai gostar. A Élys vai ter que sair de seu Recanto poético e entrar na dança. A Astrid poderá navegar infinitamente entre a música e as pessoas. O Willian vai deixar seus Versos de fogo por um tempo, e abrir a roda. Mas todos vão se comportar muito bem, porque a Elaine vai contar tudinho em seu book depois. A e a She, vão sair de seus cantinhos e virão ajudar a alegrar festa. A Tati, hum..... a Tati não tenho certeza se virá, mas caso não venha, tenho certeza que fará muitas perguntas!
E quando tocarem a música A Vida de uma guerreira, ah! vai ser muito bom, não vou Pensar em Família, e Seguindo minhas pegadas vou continuar dançando com toda minha alegria, com meus amigos em volta.
Já sei que a Lelê vai ficar olhando todo o projeto da festa e isso é muito bom.
A Fátima da Gamela Presentes também vai. Será que vai rolar presentinhos? Não, melhor não pensar nisso, é muita gente. A Nana tenho certeza que irá. E se a Rosana fizesse toda decoração, não ia ser bacana? A Giovanna poderia ajudar com seus Bordados e Retalhos.
Vou convidar também a Jussara a quem vou dar um recadinho: lá, as palavras vagabundas podem ser ditas à vontade, a Cris França, A Verô, a Fernanda, a Iram, a Lenita, a Mila, a Lucia Soares, a Irene Moreira, a Joana Campos, a Suzana Vitorino, a Elaine Gaspareto, as meninas do Mimos Chics também vão, a Siala e o Manuel Marques porque quero ter Visões do Mundo inteiro, e a todos vou Acolher com Amor.
Não vai ser boa a festa? Preciso ainda rever minha lista, pode ser que eu tenha esquecido algumas pessoas, mas até lá dá tempo.
Ah! estava me esquecendo de dizer que a festa será abençoada pela Mãe Gaia. Quer melhor?
E o melhor da festa, não vou contar, vai ficar nas ...
Agora vou sair pra combinar com a Glorinha e tomar um Café com bolo com ela.
Vou aguardar a confirmação de todos vocês, ok?

beijos

Esta foi a última semana da Blogagem Coletiva proposta pela Glorinha do Café com Bolo, e nesta semana falamos sobre a tela Bumba meu Boi do Antonio Poteiro.

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BLOGAGEM COLETIVA - Minha idéia é meu pincel

>> quinta-feira, 25 de novembro de 2010

tela de Frida Kahlo - Auto Retrato


Parecia estar escrito: sua vida não seria nada fácil.
Logo após o seu nascimento, sua mãe engravidou novamente e não pode amamentá-la. Para suprir essa falta, contrataram uma ama de leite, mas esta simplesmente “fazia seu serviço”. Sentava, amamentava, levantava e ia embora. Carinhos, afagos? Nada.
Essa falta de atenção provavelmente iria se mostrar um dia.
Era muito apegada ao pai, que todo dia após o trabalho, se refugiava num canto da casa para rabiscar umas telas. Não tinha feito nenhum curso de pintura, mas gostava da mistura das tintas, do colorido aparecendo nos desenhos sem forma na tela. Ela ficava ali olhando aquela busca constante de algo que nunca aparecia completamente.
Ainda criança foi afetada pela paralisia infantil. Não entendia direito aquilo que estava lhe acontecendo, mas tão logo percebeu que não conseguia andar direito, soube que iria sofrer, e assim que voltou à escola começou a ver os risinhos escancarados na cara de seus colegas e logo ganhou o apelido de “perna de pau”.
Não era fácil conviver com isso mas não tinha o que fazer. Sofria quieta, calada no seu canto. Na adolescência começou a tomar consciência do seu corpo, do seu rosto, sua imagem focada no espelho. Se achava feia, sem graça e ainda por cima, mancava.
Não tinha amigos para conversar e fazer confidências.
Mas tinha uma coisa que gostava muito. Museus. Os dois que tinham em sua cidade ela já tinha explorado por diversas vezes. Começou então a se interessar por livros que falassem sobre eles e assim foi conhecendo diversos pintores.
Era infeliz e não sabia o que fazer para melhorar isso.
Mas a vida - que é uma caixinha de surpresas - ainda não tinha lhe mostrado todas as garras. Um dia, voltando da escola, o ônibus em que estava derrapou, bateu forte e ela foi arremessada longe como um pacote caindo de um penhasco.
Sofreu diversas fraturas, teve o corpo perfurado de tal forma que lhe deixou incapacitada para ser mãe. Mas isso ela ainda não sabia. Passou por muitas cirurgias e teve que ficar de cama por muito tempo.
Quase sempre sozinha, com dores que atravessavam seu corpo, sem ninguém para lhe ouvir o choro, buscou ajuda nos seus livros antigos, voltando a visitar os museus, imaginando que isso pudesse fazê-la esquecer, pelo menos um pouco, todo sofrimento.

E, numa tarde fria e chuvosa ela começou a ler e parou: As coincidências eram muitas. Aquilo a tomou de uma tal forma que ela queria saber tudo sobre essa pintora: Frida Kahlo.


Suas vidas eram parecidas, a doença na infância, o acidente na adolescência, a falta de beleza e mesmo assim ela retratava aquele rosto, colocava na tela as nuances da tinta e da dor e aquilo tudo era belo, era arte.

Pensou que gostaria de ter aprendido a pintar. Conseguiria fazer seu auto retrato?
Pensava naquilo quase que diariamente. Um dia, aproveitando a presença do pai, pediu a ele que lhe emprestasse sua caixa de tintas e lhe arrumasse um espelho.

O pai então, feliz por ver a filha empolgada com alguma coisa, trouxe também um cavalete, para que ela pudesse pintar.
Ela agradeceu mas recusou. Pediu ajuda para levantar um pouco as costas, e com ajuda dos travesseiros quase dava para ficar sentada. Colocou almofadas nas pernas onde apoiou o espelho.

Ao seu lado a caixa de tintas e uma palete. Escolheu um pincel, misturou algumas tintas e olhando fixamente para o espelho à sua frente, começou a pintar ........o próprio rosto. Primeiro a testa. Gostou da cor e da textura. Com um pincel maior foi mesclando tintas na face. Os olhos foram marcados com um pincel mais fino, mas com traços fortes. As sobrancelhas receberam tinta escura de um pincel chato. Os lábios foram pincelados com tinta carmim.
Misturou mais algumas tintas e com ela foi tingindo pequenos pontos da face. Chamou pelo pai que olhou assustado pra tudo aquilo e pediu a ele que tirasse uma foto.
Gostou do resultado e sorriu.
Ainda não estava feliz e também não sabia se retratar em tela, mas já tinha algo para fazer e amenizar a sua dor. 

Esse texto faz parte da Blogagem Coletiva "Minha Idéia é meu Pincel" proposta pela Glorinha do Café com Bolo - iniciada em 28/10.

beijos

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Minha idéia é meu pincel

>> quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Edgar Degas - Les Danseuses Bleues

 
Ela nasceu linda e assim continuou. Já no Jardim de Infância se destacava das outras crianças pela sua beleza. Aos 8 anos começou a fazer ballet e com isso, sua leveza e harmonia do corpo só melhoraram.
Achava que tinha decidido sua vocação. Os professores se encantavam, as amigas, por mais que dançassem bem não conseguiam se igualar a ela. Nas apresentações era muito aplaudida e isso só aumentava a sua garra.
Mas a adolescência chegou e depois o fim do ensino médio com as suas dúvidas sobre o que fazer da vida. Nos seus 17 anos, ela se achava muito nova para decidir. Continuaria com a dança que ela amava tanto? Faria uma faculdade? Teria como fazer os dois? Abriria mão do seu sonho?
Seus pais achavam que o melhor era cursar uma faculdade, o que tomaria quase todo seu tempo, pois, como em sua cidade ainda não tinha tantos cursos, teria que viajar todos os dias.
Pensou, pensou e .... resolveu ouvir a opinião dos pais. Entrou para a faculdade.
Enquanto cursava, saia com os amigos que eram muitos, namorou, foi muito paquerada e as amigas até comentavam que, só conseguiam ficar com alguém, depois que ela já estivesse com um.
Quando estava para terminar o curso, começou a trabalhar e um dia se apaixonou por um colega de trabalho que já estava caidíssimo por ela. Namoraram uns 3 anos e se casaram.
Festa bonita, pessoas elegantes, mas ela, a noiva, estava mais linda do que nunca, estava deslumbrante. Sua alegria e beleza eram contagiantes.
Logo depois do casamento montou uma empresa, tentava aprender a cozinhar e foi levando sua vida de jovem casada.

Após uns 2 anos começou a sentir uma sensação de angústia, achava que faltava alguma coisa.
Filhos? Podia ser e eles estavam tentando mas ela achava que quando fosse a hora, seu filho iria chegar. Podia ser a empresa, já que não estava feliz com ela. Resolveu vender e assim o fez. Melhorou, mas uns dias depois a mesma angústia apertava seu peito.
Sentia falta de algo, o marido tentava ajudar, sua família também, até que um dia........

se arrumando em frente ao espelho, prendendo o cabelo em um rabo de cavalo, se viu num espelho enorme por toda a parede, ereta, pés erguidos em ponta, uma vontade de sair girando, girando, soltando o corpo na sua graça e leveza, ouvindo as palmas da platéia e então soube.

Um dia tinha largado o sonho para viver a realidade, e hoje, essa mesma realidade haveria de vencer os obstáculos e ela iria viver seu grande sonho.

Esse texto faz parte da Blogagem Coletiva "Minha Idéia é meu Pincel" proposta pela Glorinha do Café com Bolo - iniciada em 28/10.

beijos

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Minha idéia é meu pincel - The Roses Garden - Paul Klee

>> quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Assim que soube que estava grávida novamente, sua mãe contou à melhor amiga dizendo: Tomara que seja outra menina, assim serão companheiras uma da outra e logo que a barriga começou a aparecer, ganhou um lindo vestidinho rosa de presente.
Seu quarto, assim como ela, era todo delicado. Colcha florida combinando com as almofadas e cortina rosa. Se interessou por música ainda pequena e, no aniversário de 6 anos, quando ganhou um estojo com 36 lápis de cor, começou a colocar cores em seus rabiscos.
Moravam numa casa com um bonito jardim na frente e era ali que gostava de brincar e apanhar as rosas para enfeitar a casa.
Era uma garota tranquila, calma, amorosa, que sempre via o lado bom das coisas e olhava a Vida com seus óculos de lentes cor de rosa.
Depois de alguns namorinhos rápidos conheceu o que achou ser o amor de sua vida. Paixão, mãos dadas, passeios, conversas, o primeiro beijo, firmaram o namoro e quatro anos depois com a faculdade de ambos chegando ao fim, começaram a fazer planos para o casamento. Um dia ele chega todo diferente, pedindo para conversarem, e lhe conta que queria terminar o namoro. Ela não acredita, quer logo saber o porque, ele explica que está muito inseguro e que também recebeu uma oferta de emprego na empresa do tio...... nos EUA, e que quer ir sim, mas ....... sozinho.
Tudo termina em poucos minutos. O tempo que passaram juntos, os planos, os filhos que iriam ter, a casa que iriam morar, os amigos reunidos no casamento; nada, não teria mais nada disso.

Ela se desespera, chora muito, em prantos conta aos pais, foge para o quarto, não quer mais sair de lá, não quer comer, e os dias passam até que um dia a irmã depois de muitas tentativas, consegue fazê-la ouvir que é muito jovem para se destratar assim e que esse sofrimento não vai trazê-lo de volta. Ela começa a reagir, já desce pra tomar o café, e depois de um tempo seu rosto volta a ganhar cor.
Resolve então fazer uma viagem para a Alemanha, terra de seus avós. Faz o chek-in no hotel em Konstanz, pequena cidade ao sul, e no outro dia, com o mapa na mão, vai até a universidade (Universität Konstanz) onde fica sabendo a respeito de um museu inaugurado no ano anterior (2005) na cidade de Berna, Suiça.
Inclui a visita no seu roteiro e na semana seguinte segue para lá. Ao se aproximar, fica encantada com a beleza do lugar. Fica parada um tempo observando e quando começa a andar nem observa uma pessoa atravessando à sua frente. Se encontram, e na batida sua agenda (cor de rosa) cai e quando abaixa para pegar, ele também se abaixa, ela pede desculpas, ele não entendendo o que ela diz, sorri, ela se afasta e segue.


Entra no museu, começa a observar, a procurar, pede orientação, segue e começa a ver o que foi buscar.
Desde o primeiro trabalho que fizera na faculdade, se apaixonara pela sua arte. Estudara diversas tendências artísticas como expressionismo, cubismo, o surrealismo e ele se encontrava em todas. Paul Klee, seu pintor favorito. Ela anda como se estivesse sonhando, observando e de repente, pára: Alguma coisa a mais lhe chama a atenção. Não é só a tela cor de rosa, a sua cor.
Mais alguma coisa está ali ao lado, compondo um quadro maior. Ao lado do Jardim das Rosas está ele, o rapaz em quem esbarrou na entrada, sorrindo e vindo em sua direção. Ele começa a falar numa mistura de português com alemão, ela começa a rir, se apresentam, conversam, ela descobre que moram na mesma cidade, que gosta de arte tanto quanto ela, marcam pra se encontrar no mesmo dia, e enquanto passa o brilho rosa nos lábios, mentalmente agradece a irmã e se lembra da frase dita pelo autor: "A arte não reproduz o que vemos. Ela faz-nos ver." 
E ela sorrindo concorda, está vendo novamente um mundo rosa maravilhoso à sua frente.

Esse texto faz parte da Blogagem Coletiva "Minha Idéia é meu Pincel" proposta pela Glorinha do Café com Bolo - iniciada em 28/10.

beijos

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Feliz Aniversário Tati

>> quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Quem é ela, quem é ela .......

"Venho tentando responder a esta pergunta há muito tempo. Às vezes sou calma e tranquila, muitas vezes uma tempestade! Sou alegre e animada, em certos momentos tensa, ansiosa, deprimida... busco respostas às minhas questões, e nisso sou incansável. A cada dia uma nova Tati emerge em mim, e quanto mais Tatis eu me torno, mais eu gosto de ser quem sou!"
Ela sempre gostou de escrever. Pensou então em fazer um blog, assim poderia usar mais essa ferramenta. Criou então o Cartas ao Vento, mas não queria iniciar assim... apenas começando.
Queria Começar com o pé direito, e foi isso que fez em 26/02/09 com nada mais, nada menos do que Fernando Pessoa:
"Para ser grande, sê inteiro.
nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa,
Põe quanto és no mínimo que fazes,
Assim, em cada lago,
A lua inteira brilha,
Por que alta vive."
(Fernando Pessoa)
Ainda tinha só alguns comentários e poucos seguidores, mas isso não era o mais importante.
O que importava era a qualidade, e em 05/03/09 fez a 2ª postagem:

Carta para meu gigante

Essa é uma carta antiga, escrevi para ele em 2003. Por que gigante? Por que sempre o admirei que é assim que ele é para mim: Um "gigante espiritual", alguém que quero ser, quando eu crescer! Ainda o admiro tanto assim. Aprendo com ele dia a dia, e ele faz questão de dizer que aprende comigo. É pura gentileza esse gigante!!

Vai a carta, assim nunca a perderemos!

"Se meu amor crescer e virar árvore no Pantanal.
Estarei lá. E serei um Tuiuiú, sobrevoando suas folhagens, saudando sua beleza. Farei ninho em seus galhos, mais uma vez me aconchegando em seu abraço.
Se meu amor crescer e se tornar pé de tangerina, só para me agradar. Estarei lá, enaltecendo-o, como abelha, polinizando suas flores, para que dissemine seus frutos, irradiando pura energia. -  continua

Os leitores foram aparecendo, gostando, seguindo, comentando e ela continuou seus posts sempre com seu jeito gostoso de escrever.
Em 03/03/10 resolveu mudar o nome do blog que passou a chamar o atual "PERGUNTAS EM RESPOSTA".
E foi aí que eu a conheci. Uma das minhas primeiras postagens foi sobre a Confeitaria Colombo no Rio de Janeiro. E ela fez esse comentário abaixo, como se fôssemos amigas há muito tempo, e com isso, me cativou:
Ai Macá!! Lá é liiiindo, e tudo é tão gostoso... Faz muito tempo que não vou, gostava demais. Dá uma sensação de estar no lugar onde coisas e pessoas importantes existiram, onde poemas e canções foram criados... Adoro o clima nostálgico de lá!
Beijos.


Passei a entrar em seu blog quase todos os dias. Às vezes começo a ler e rir, pela forma engraçada que coloca nas palavras; outras, entristeço junto, pois ao ler percebo a tristeza em seu olhar; e outras ainda, noto que ela está está enjuriada, decepcionada, e as palavras são transcritas com toda essa emoção envolvida.
Abaixo, algumas outras postagens que marcaram esses momentos:

Amar nem sempre é fácil - "Me ame quando menos mereço, é quando mais preciso".

Reunião de escola - "SE EU FOSSE CRIAR MEU FILHO DE NOVO".

Cala a boca já morreu - "Isso dobra a responsabilidade dos candidatos a presidente, governador, deputado ou senador. Por causa da resolução, caberá exclusivamente a eles a função de degradar a si próprios ou de se ridicularizarem uns aos outros (...)" Rui Castro.

Ainda não chegou a minha vez - O sol sempre aparece, mesmo que entre nuvens, aparece e ilumina um novo dia - Jorge Vercilo

E um dia ela fez suspense sobre o que iria mostrar no dia seguinte, e eu fiz plantão; cedinho já estava lá. Foi quando conheci uma pessoinha ma-ra-vi-lho-sa que é o Bê, filhinho da Tati, recebendo um presente de outra pessoa por quem também me afeiçoei muito que é a Regina Coeli do blog Faz de Conta ...
Ela postou: Quem meu filho beija ...
Se você não teve oportunidade de ler anteriormente, tire alguns minutos e leia. É emocionante.

E hoje Tati, no seu aniversário, quero lhe desejar o melhor da Vida: Alegrias, Amigos, Aconchego, Bondade, Carinho, Companheirismo, Delicadezas, Emoções, Felicidade, Histórias, muitas Idéias, Liberdade, Músicas, Oportunidades, Sabedoria, Satisfação, Ternura, e principalmente Saúde e Muito, muito AMOR, ao lado do Bê, do Vi, de toda sua família, seus amigos e com todos nós, seus amigos Virtuais.
 
 
FELIZ ANIVERSÁRIO

beijos

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Blogagem Coletiva - Sentimentos - Perdão

>> sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O perdão é a economia da alma...
O perdão poupa a despesa da raiva, o custo da ira e o desperdício de energia.
(Hannah More)

Ela estava se arrumando para sair e tinha tomado uma decisão: Iria acabar com tudo. Não dava mais para continuar nessa situação.
Não se perdoava por aquele sentimento. Ela estava amando loucamente um ...... homem casado.

E pior, ela tinha um namorado.
Começara o namoro há uns 3 anos, se dizia apaixonada, ele era um cara muito legal, um pouco bravo, às vezes, teimoso, mas era muito dedicado. Gostava de estar com ela embora, diferentemente dela, não gostasse de viajar. Isso cansava, ela insistia, ele ia, mas geralmente reclamava.
Um dia precisou fazer um curso pela empresa que trabalhava, e lá, entre tantas pessoas, estava ele. Ar jovial, inteligente, brincalhão, olhos de Rodrigo Santoro, ele também a notou, conversaram, fizeram o curso juntos e terminaram .........na cama. Alguma coisa nele a fazia sonhar, cantar, a fazer planos (sem o namorado), a se sentir linda, amada, mas tinha um enorme problema.
Ele era casado.
Depois da primeira vez juntos e algumas outras que se seguiram, ele foi contando sobre sua vida. Tinha se casado muito novo, se arrependeu logo depois, e estava querendo mesmo se separar, embora não tivesse realmente tocado no assunto. A mulher fingia nada perceber.
Mas agora, depois de tê-la conhecido, tinha se apaixonado e tinha certeza de que ela era a mulher de sua vida. Só precisava de um tempo.
Enquanto isso foram se vendo, a paixão aumentando, e ela precisava tomar uma decisão. Iria terminar. Terminar com quem? Com os dois seria mais lógico, afinal não estava certo o que vinha fazendo.
Um dia, saiu disposta a terminar também com o amante, já que iam se ver, e já que ele também não tomava uma decisão; mas ao vê-lo percebeu que não conseguiria, ele era tudo o que ela mais queria e assim se amaram mais uma vez.
Chegando em casa teve uma inesperada surpresa; o namorado estava esperando por ela. Encabulada, sem saber o que dizer, deu uma desculpa, entraram pra conversar, ele parecia saber o que tinha acontecido, esperava, ela enrolava, mas de repente resolveu dizer que queria terminar o namoro. Ele não queria aceitar, perguntava o porquê, ela quase falou, mas não queria contar que tinha se apaixonado por um cara casado. Disse que tinha percebido que já não era amor o que sentia por ele, choraram, ele entendeu e disseram adeus.
Ela percebeu então que tinha sido melhor assim. Não queria enganá-lo, não se perdoava também por ter feito isso, mas não tinha resistido ao charme do amante.
Tinha que pensar em sua vida agora.
Dias depois, ligou para o seu amor e disse que gostaria de vê-lo, estava com saudades, e queria contar uma coisa, mas só se fosse pessoalmente. Ele respondeu que podiam ir almoçar, pois ele também tinha uma coisa para contar.
Se encontraram no almoço, maior respeito entre eles, já que estavam num lugar público, se cumprimentaram com um beijo no rosto, sentaram na mesa que o garçom indicou, ela ansiosa queria saber o que era que ele tinha pra contar, e ele disse pra ela falar antes (às vezes seria melhor que não fosse primeiro as mulheres) ela o encarou e disse:
- Terminei o meu namoro. Não agüentava mais essa situação, as mentiras (embora não tivessem sido muitas, ela pensava) e também porque não me sentia bem. Foi melhor assim.
Silêncio. Os dois mudos. Passado um tempo ele fala:
- O que eu precisava contar, era que..... puxa, nem sei como dizer. Ela olha, sorri, pede para que ele conte e ele gaguejando diz:
- Eu vou ser pai, mas.......
espera, vendo a cara de terror dela, nada vai mudar entre nós, eu te amo, só que...... Ela interrompe,
- Como assim, você vai ser pai e nada vai mudar? E essa cara de felicidade que eu estou vendo, é o quê? Meu Deus, como isso foi acontecer? (era uma pergunta idiota, ela sabia disso, assim como sabia como é que tinha acontecido, claro). A garganta foi fechando, as palavras não conseguiam sair. Não sabia onde olhar. Ela tinha sido enganada todo esse tempo? Como não tinha percebido? Não, não era possível, ele a amava, ele .... os pensamentos iam e vinham, percebeu ele falando algo sobre DIU, não entendeu, ela precisava sair dali, não queria, mas precisava.
Falou que não iam se ver mais, ele disse que não, que precisava dela, que não iria suportar a dor de perdê-la, mas nesse momento ela não ouvia nada. Em sua cabeça só a frase: Eu vou ser pai.
Foi embora pra casa chorando, ligaram da empresa pra saber dela, deu uma desculpa, não atendeu o celular e não apareceu pra trabalhar por mais 3 dias. Estava mal, inconformada, triste, se sentindo traída, humilhada, enganada.
Ele não podia ter feito isso, pensava. No final de semana uma amiga em comum a procurou e sem saber do que estava acontecendo (era segredo entre eles) perguntou, no meio de uma conversa se sabia que o fulano ia ser papai. Ela disse que sim, que tinha ouvido falar, e ainda sem olhar pra amiga perguntou, como quem não quer nada, se a gravidez tinha sido planejada. Era muito feio fazer isso, mas ela precisava saber. A amiga respondeu que, tinha ouvido a mulher dizer que era uma coisa que eles queriam muito e que então ela tinha até parado de tomar pílula. Por outro lado, seu marido tinha lhe contado outra história: tinha dito que as coisas não eram bem assim, que ele não queria filho no momento, mas que tinha acontecido e que ele estava muito feliz.
Fofocas, puras fofocas, pensou.
O tempo ia passando, ele ligava, ela não atendia, mas o sofrimento não diminuía. Ela o amava, disso tinha certeza. O que fazer então? Matriculou-se em cursos, tirou férias, viajou, tentou encontrar alguém, mas logo depois de algumas conversas, desistia.
Soube, através de amigos, que a filhinha dele nasceu, sofreu mais uma vez, e um dia quando estava quase se interessando por outro alguém ele lhe telefona. Queria vê-la e pedia por favor que fosse encontrá-lo. Ela disse não. A saudade era muita, mas se um dia ela não se perdoou por ter se apaixonado por ele, hoje não o perdoava, por tê-la enganado.
Ele tentou mais uma, duas, mais umas duzentas vezes, até que ela cedesse.
Ele marcou num barzinho à noite (coisa que ela se surpreendeu).
Quando ela chegou, nervosa, mas ansiosa, ele já estava lá. Abraçou-a muito forte como que querendo compensar pelo tempo que não tinham estado juntos. Ela se deixou abraçar, saudosa que estava daqueles braços, daquele cheiro.
Ele então contou que estava se separando da mulher, embora a filha tivesse só um pouquinho mais do que um ano, mas que não conseguia viver uma vida com uma mulher que já não amava há muito tempo e que só queria uma coisa: Viver com ela.
Ela chorou sem entender o porquê, afinal era tudo o que mais queria. Combinaram de se ver novamente, mas somente quando ele já estivesse saído de casa, pois ela não queria mais encontrá-lo às escondidas.
Não demorou 15 dias e ele ligou que já estava procurando um apartamento. Reencontraram-se e começaram então a namorar. Dois meses depois já estavam morando juntos e mais um tempo ele já começou a levar a filhinha para o novo apartamento.
Ela estava feliz, ele continuava a ser o homem que ela tinha conhecido, mas alguma coisa ainda pegava, ela se sentia incomodada, como se algo ainda não tivesse sido dito.
Um ano depois, na mesa do jantar e depois de ter absoluta certeza ela lhe conta:

Está grávida.
E o sorriso que ele dá, o abraço apertado e o grito dele dizendo: Eu vou ser pai....... novamente, a faz lembrar de um momento assim vivido antes.

E então, como num passe de mágica ela entende tudo, e o perdoa, de coração, pois percebe que, naquele dia, naquele momento, a alegria de ser pai era maior do qualquer outro sentimento que ele pudesse estar sentindo e vivendo.

A alegria de ser pai era tudo, como agora.

Ela também o abraça feliz, com o coração leve, pois sabe que a partir de agora, eles serão uma verdadeira família.

Essa postagem faz parte da Blogagem Coletiva - Sentimentos e Emoções, proposta pela Glorinha do blog Café com Bolo. Hoje falamos sobre Perdão e foi a última de uma série de oito.

beijos

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