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BC - Um dia para Glória

>> sábado, 14 de abril de 2012



Há um ano atrás eu estava, junto com meu marido, na cidade do Rio de Janeiro. 
O local?
"Lançamento do meu livro: Na Esquina do Tempo Nº 50 - dia 14 de abril - Espaço Multifoco, Rua Mem de Sá, 126- Lapa- Rio de Janeiro- Brasil.
Estão todos convidados a olhar para o céu...."
Esse era o convite da Glorinha para o lançamento do seu livro "Na esquina do tempo nº 50.
Ansiosa para conhecer pessoalmente a pessoa com quem eu conversava desde o início do meu blog um ano antes, fiz as malas e lá fomos nós.
Noite super agradável, chegamos na Lapa, e antes mesmo de entrar a encontramos. Chegava correndo, super atrasada por causa do trânsito, juntamente com a amiga Nilce e ali mesmo fizemos as apresentações.
Lá, pude conhecer pessoalmente também outras blogueiras que tinha conhecido através da Glorinha, e que, assim como eu, tinham ido desejar Sucesso à nossa amiga.
Depois disso, fizemos um outro encontro aqui em São Paulo, onde ela veio, junto com a Beth (Lilás), divulgar seu livro e bater papo com as pessoas que foram prestigiá-la.
Batemos perna no Shopping Pátio Paulista, compramos coisinhas, comemos brigadeiros na Brigaderia, eu ganhei um presente dela, almoçamos e de lá seguimos para o encontro.


Coisa gostosa, que fica marcado, 3 amigas conversando, rindo e passeando num shopping.

Foi a última vez que a vi e depois disso, pouco conversamos também. Eu viajei, e na volta, notando sua ausência na blogosfera, liguei 1, 2, não sei quantas vezes, até que um dia o marido dela me atendeu e me contou.
Surpresa? Sim, claro, mas Esperança..... muita.




Tantos escritos, tantos sonhos, um livro na gaveta a espera de ser lançado.....
Guardo bem o seu jeitinho, a sua voz, às vezes faço um post e fico esperando pelo comentário, que não vem, dai imagino o que ela diria sobre isso ou aquilo.
Na minha mesa de trabalho um poema, que nem ela lembrava de ter escrito, mas para o qual eu olho e pergunto o porque............


beijos e saudades

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Paulo Gracindo - 100 anos

>> sábado, 16 de julho de 2011

Existem atores que fazem uma novela ou outra, uma peça de teatro, e depois passam e a gente se esquece, ao passo que outros, são sempre lembrados, pelo seu nome, pelo seu trabalho, e pela saudade que deixaram.
Paulo Gracindo é um deles.
É gostoso revê-lo. Como radialista, ator, apresentador e comediante, em tudo ele se saia expecionalmente bem.
Até declamando uma música de Roberto Carlos. Vocês conheciam?





E hoje, 16/07/2011, Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo, o inesquecível Paulo Gracindo completaria 100 anos, e em sua homenagem, eu coloquei aqui 2 vídeos (apenas), para vocês relembrarem um pouco do seu extenso trabalho.





Saudades de um tempo em que era muito gostoso assistir TV.


beijos

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Luto - Moacyr Scliar

>> segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Estou muito triste, e como nesse espaço a gente divide, não só as alegrias mas também as tristezas, caso elas apareçam, vou contar a vocês o porque.
Ele era um dos meus escritores preferidos. Pra mim, a segunda-feira sempre começava bem, porque, logo depois do café eu ia direto para o caderno Cotidiano da Folha de São Paulo, para me deliciar com  suas histórias. Com ele tomei gosto por contos e ontem quando eu soube que tinha partido (bem antes do combinado não?) fiquei muito triste.
Então, presto aqui uma pequena homenagem, reproduzindo o texto publicado em sua última coluna no jornal.
Vou sentir muita saudade, mas, ainda bem que tenho alguns de seus livros para ficar na memória.

Lágrimas e testosterona

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Cada vez que ele queria repreendê-la, ela começava a chorar. E aí, pronto: ele simplesmente derretia
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Atenção, mulheres, está demonstrado pela ciência: chorar é golpe baixo. As lágrimas femininas liberam substâncias, descobriram os cientistas, que abaixam na hora o nível de testosterona do homem que estiver por perto, deixando o sujeito menos agressivo.

Os cientistas queriam ter certeza de que isso acontece em função de alguma molécula liberada -e não, digamos, pela cara de sofrimento feminina, com sua reputação de derrubar até o mais insensível dos durões. Por isso, evitaram que os homens pudessem ver as mulheres chorando. Os cientistas molharam pequenos pedaços de papel em lágrimas de mulher e deixaram que fossem cheirados pelos homens.

O contato com as lágrimas fez a concentração da testosterona deles cair quase 15%, em certo sentido deixando-os menos machões.
Ciência, 7 de janeiro de 2011

ELE VIVIA FURIOSO com a mulher. Por, achava ele, boas razões. Ela era relaxada com a casa, deixava faltar comida na geladeira, não cuidava bem das crianças, gastava demais. Cada vez, porém, que queria repreendê-la por uma dessas coisas, ela começava a chorar. E aí, pronto: ele simplesmente perdia o ânimo, derretia. Acabava desistindo da briga, o que o deixava furioso: afinal, se ele não chamasse a mulher à razão, quem o faria? Mais que isso, não entendia o seu próprio comportamento. Considerava-se um cara durão, detestava gente chorona.

Por que o pranto da mulher o comovia tanto? E comovia-o à distância, inclusive. Muitas vezes ela se trancava no quarto para chorar sozinha, longe dele. E mesmo assim ele se comovia de uma maneira absurda.

Foi então que leu sobre a relação entre lágrimas de mulher e a testosterona, o hormônio masculino. Foi uma verdadeira revelação. Finalmente tinha uma explicação lógica, científica, sobre o que estava acontecendo. As lágrimas diminuíam a testosterona em seu organismo, privando-o da natural agressividade do sexo masculino, transformando-o num cordeirinho.

Uma ideia lhe ocorreu: e se tomasse injeções de testosterona? Era o que o seu irmão mais velho fazia, mas por carência do hormônio.

Com ele conseguiu duas ampolas do hormônio. Seu plano era muito simples: fazer a injeção, esperar alguns dias para que o nível da substância aumentasse em seu organismo e então chamar a esposa à razão.

Decidido, foi à farmácia e pediu ao encarregado que lhe aplicasse a testosterona, mentindo que depois traria a receita. Enquanto isso era feito, ele, de repente, caiu no choro, um choro tão convulso que o homem se assustou: alguma coisa estava acontecendo?

É que eu tenho medo de injeção, ele disse, entre soluços. Pediu desculpas e saiu precipitadamente. Estava voltando para casa. Para a esposa e suas lágrimas.
MOACYR SCLIAR (1937 - 2011)


Moacyr Scliar, que morreu ontem, à 1h, aos 73 anos, escrevia nesta coluna, às segundas-feiras, um texto de ficção baseado em notícias publicadas no jornal.
É a última coluna do médico e escritor publicada neste espaço.
Este texto, inédito, foi enviado pelo escritor ao jornal no dia 11 de janeiro, antes de sofrer um AVC (acidente vascular cerebral), no dia 17 do mês passado.

um beijo (hoje, tristonho)

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Brighton

>> quarta-feira, 14 de julho de 2010

Hoje estou sentindo saudades.
Eu tenho uma sobrinha que há 12 anos atrás resolveu ir embora do Brasil. Quando tomou essa decisão, veio em casa, conversou comigo e com meu marido, expôs o que queria fazer e nós demos o maior incentivo. Ela era formada em Turismo e achou que saindo do país, iria melhorar bem o seu inglês e daí então teria um campo maior de trabalho.
Escolheu Londres como seu destino.
Foi já com emprego arrumado e matriculada em curso de inglês. Os primeiros meses imagino que não tenham sido fáceis, mas foi se acostumando e ficando.
Acontece que algum tempo depois saiu do emprego, arrumou outro e assim foi levando; trabalhando, saindo, arrumando outro e com isso também foi parando o curso, voltando, parando de novo quando o dinheiro não dava, e foi levando.
Mas do que ela gosta mesmo é de viajar. Então ela trabalhava, guardava um pouco e assim que tinha um determinado valor, viajava. Viajou muito, viagens curtas de finais de semana, um pouco maior de até 7 dias, viagens de 1 mês e até de 3 meses.
Não há dinheiro que chegue!
Percebemos então que Turismo, é o que ela gosta de fazer.
Nesse meio tempo encontrou uma pessoa lá, se apaixonou, casou, e também descasou.
Há uns 3 anos atrás saiu de Londres e foi para Brighton, que é uma cidade de praia e fica a mais ou menos 1 hora e meia de Londres.
De vez em quando ela me manda fotos, e esta semana me enviou estas:
observando o mar

Pier

café à beira mar

Reparem na praia: cadê a areia?

Não tem como ficar descalça.

Essas casinhas são alugadas para guardar coisas quando se vai à praia.

Olhem ela aí: Regina

Conjunto de casas/apartamentos

Teatro da cidade

E ai, gostaram de Brighton? Eu ainda não fui lá, mas estou pensando que se ela não resolver vir embora, no ano que vem iremos visitá-la.

beijos

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Saudades da minha mãe

>> sexta-feira, 28 de maio de 2010

Hoje é aniversário da partida da minha mãe para outros andares do espaço, e eu creio que agora ela está bem lá em cima, ao lado do meu pai e do meu irmão.
Isso existe? Não sei, mas não desacredito. A única coisa que sei, é que ainda hoje, embora ela tenha ido há 16 anos, ela me faz muita falta.
Como era a minha mãe? Criou com determinação e muita disciplina os 7 filhos. Ensinou a todos a ajudar na casa desde cedo. Por exemplo: eu, com a idade de 10 anos, já deixava o almoço pronto (arroz, feijão, verduras lavadas) para o batalhão todo, enquanto ela se preocupava com a "mistura" que seria, uma carne, ou frango, não me lembro muito o que comíamos na época.
Mas o que eu mais me lembro era de como ela era vaidosa. Gostava muito de um pó de arroz, de batom, de anel e de um colar.
Saudades minha mãe e que a senhora esteja na santa PAZ.


"Mãe,
Por que não me deixaste a vida inteira
Com lã no umbigo, de castigo, na soleira
Roendo unha e falando palavrão?


Ô mãe
Eu tava me esfregando com urtiga
Esmagando crânios de formiga
Com um pau de sorvete esburaquei o chão


Mãe,
Por que não me deixaste a vida inteira
Esperando a hora da senhora vir da feira
Pra mandar o medo ir lamber sabão?


Ô mãe,
Eu acho que engoli um parafuso
O mundo todo anda tão confuso
Eu queria tanto a tua mão


Mãe,
Vê se me desculpa a choradeira
Mas é que foi no melhor da brincadeira
Que a senhora me mandou crescer


Mãe,
Hoje eu já não deixo o nariz sujo
Já não coleciono caramujo
Mas ainda preciso de você

Mãe,
Por que ficaste assim a vida inteira
Cuidando pra que eu não batesse a moleira
Se era pra apanhar da vida então


Ô mãe,
Por que a gente ainda se utiliza
De limpar os sonhos nas mangas da camisa
De cortar os pés nos cacos de ilusão


Mãe,
Mandaste que eu não tomasse gelado
Me ensinaste a não ser mal educado
Me levaste à escola pela mão


Ô mãe,
Cuidaste bem da minha catapora
Hoje sou homem forte e agora
Posso seguir a minha solidão"

Essa música é do Kleber Albuquerque
Quer ouvir? clique aqui

abraços


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