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Você não sabe quanta coisa eu faria ....

>> quarta-feira, 9 de novembro de 2011

E então, olhando bem nos seus olhos, ele disse:
- Vamos ficar uns 10 anos juntos, e .....
- Hã?
- Eu sei que não é muito, mas é só pra gente tentar, e depois a gente firma esse compromisso por mais 10, mais 10, até o fim das nossas vidas .....
Mãos apertadas, olhos vidrados um no outro, as bocas se uniram num beijo gostoso, melado, profundo e nada mais precisou ser dito.





beijos

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Entre duas verdades

>> terça-feira, 12 de abril de 2011

Há um tempo atrás, uma colega de trabalho, 3 filhos pequenos, resolveu largar tudo para cuidar das crianças.
O marido, médico, ainda tentou persuadí-la a não fazer isso, pois ela trabalhava em regime de 6 horas diárias, mas, ela não quis saber.
Alguns anos depois, meu marido e eu nos encontramos com ele, comentei que ele estava com uma cara não muito boa e então ele nos contou:
O tempo passou, os filhos cresceram, a mulher começou a apresentar insatisfação no casamento, discussões entre eles e com os filhos. Um tempo depois, ela começou a passar muito tempo no computador, ele começou a reclamar, ela dizendo que precisava fazer alguma coisa, ela não ia mais pra cama junto, até que um dia, num lapso, ela deixou o computador ligado e saiu e então ele viu.
Ela tinha descoberto, no outro lado do mundo, o que achou ser a salvação para a sua vida.
Apaixonou-se por um asiático, e com ele passava horas conversando.
O marido, claro, ficou muito bravo, brigaram, mas depois, mais calmo tentou conversar com a esposa, mostrando que ela estava deixando uma vida familiar que tinham conquistado, por uma pessoa a quem conhecia virtualmente, mas ela não queria ouvir.
Se separaram, ela deixou os filhos com o marido, vendeu o carro pra fazer dinheiro, pois o marido já tinha tirado tudo (contas, cartões) e foi ao encontro da felicidade.
Quase um mês depois estava de volta, decepcionada. Não era nada do que tinha imaginado.
O marido sofreu, ela também, os filhos já crescidos foram tomando o curso da vida, mas com moradia fixa na casa do pai.
Ela, eu não soube mais nada.
Ele, o vejo de vez em quando aos finais de semana na praia com a atual mulher.
"ESTÁ CASADA há 23 anos e tem dois filhos adolescentes.

Trabalha como gerente de uma loja, das 10h às 18h. Faz ginástica todos os dias.

O marido é advogado, tem um bom salário. Ele gosta de ficar em casa vendo futebol ou dormindo. Às quintas, sai com os amigos para beber cerveja.

Quando ela completou 40 anos, entrou em crise. Buscou um analista, tomou remédios e encontrou na internet um parque de diversões. Tem milhares de amigos no Orkut, MSN, Facebook.

Passou a dormir muito tarde e, muitas vezes, acorda no meio da noite só para ver se tem recado no FB.

No ano passado, conheceu um americano pelo FB, e o que era um vício divertido virou um drama complicado.

A primeira fase foi de troca de mensagens no FB. Depois, começaram a conversar pelo Skype. Em seguida, ligaram a câmera do Skype.

As conversas ficaram mais românticas. Até que ele disse que precisava encontrá-la e descobrir o que sentem de verdade. Decidiu vir para o Brasil.

Ela disse não.

Ele enviou uma passagem para ela ir para os EUA.

Ela devolveu.

Ele desapareceu por dois meses.

Ela sofreu como nunca sofreu por outro homem.

Mandou inúmeras mensagens, e ele a ignorou.

Ela telefonou e implorou para que ele voltasse.

Ele não quer ser apenas um amante virtual.

Ela está dividida entre a vida com o marido e os filhos e o risco de viver uma paixão com alguém que, até agora, só existe no seu computador.

Não precisa encontrá-lo, pois ele lhe dá tudo o que quer no mundo virtual.

Tem medo de perder o marido, os filhos e tudo o que construiu.

Mas também não quer perder o homem que sabe escutar seus problemas, que valoriza os pequenos detalhes do seu cotidiano, que diz que ela é a mulher mais linda e sexy do mundo. Não quer perder o homem que a faz se sentir tão especial.

Divide o seu mundo em dois: com o marido, mostra o seu pior lado. É intolerante, mal-humorada, insatisfeita.

Com o amante virtual, mostra só o que tem de melhor. É agradável, compreensiva, interessante.

Não consegue responder a uma pergunta que a angustia nos últimos meses: "É possível ter tanta intimidade e amar tão profundamente um homem que nunca encontrei, nunca toquei, nunca beijei?

Qual desses dois mundos é o mais verdadeiro e importante para minha felicidade?"."
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MIRIAN GOLDENBERG, antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é autora de "Por Que Homens e Mulheres Traem?"(Ed. BestBolso)

E você, com qual verdade ficaria?

beijos

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Ficar pra titia?

>> domingo, 3 de abril de 2011

Eu não me lembro de ter sentido MUITO medo de ficar pra titia. Tive alguns namorados e depois um namoro de vários anos que acabou em casamento. Mas acho que nos momentos de alguma briga, da hipótese de um fim, isso tenha me passado pela cabeça sim.
Acho que não nasci pra viver sozinha, gosto de estar casada, mas tenho parentes e amigas que escolheram outro caminho. São felizes? Dizem que sim.
Assim como tenho algumas sobrinhas e filhas de amigas que querem é........ casar.
São bonitas, independentes financeiramente, alegres, gostam de ler, viajar, programas culturais, um barzinho com amigos, enfim, coisas boas da vida, mas............... estão sós. Os namoros não duram. Começam e quando você imagina que com esse vai engrenar, já terminou.
Bom, eu acho que elas não estão sozinhas nessa solidão. Aqui vai a declaração de uma:
"Você tem medo de ficar pra titia? Eu tenho! Acho que é comum entre a maioria das mulheres, e entre um bom número dos rapazes também, o medo de ficar sozinho (a). Mas eu tenho uma amiga que diz: “solteirice é um estado, não uma condição”. Então me olho no espelho e digo: “Van, você somente ESTÁ solteira. Isso pode mudar a qualquer momento”.
Tá, eu adoraria dizer que toda essa força do pensamento ajuda na hora da carência, que faz com que a gente encare o mundo afetivo cor-de-rosa e que no final, bem no final, dá tudo certo. A verdade é que só consola um pouco e que muitas vezes você estará na frente do espelho dizendo: “Espelho, espelho meu, porque todo mundo tem alguém menos eu?”.
Mas.... (e graças a Deus, sempre há um mas), a gente não vive 100% do nosso tempo carente. De fato, andamos bem ocupadas com o trabalho, estudo, família, amigos etc. É só quando não estamos concentradas nas outras partes da nossa vida, que lembramos da ausência daquele alguém.
Entretanto, bonitona, dá pra enganar a “solidão” enquanto você não encontra o seu cara de marido (ou sua cara de esposa, no caso dos lindos). O segredo, acredito eu, é focar nas coisas que te dão prazer.
Agora se me dão licença, vou ali dançar comigo e já volto! Hehehe"
(Vanessa Almeida - jornalista do JB)
foto: Google.
 
beijos

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Nem marido, nem namorado

>> terça-feira, 23 de novembro de 2010

A semana passada eu li um artigo da Mirian Goldenberg cujo título era:

Nem marido, nem namorado
Apesar de tantas mudanças, ainda faltam bons nomes para definir os novos formatos de relacionamento amoroso

(Mirian Goldenberg é Doutora em Antropologia Social pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora do Departamento de Antropologia Cultural e do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia do IFCS/UFRJ.)

E começava assim: 
MUITAS mulheres dizem que não sabem como definir o homem com quem estão tendo uma relação afetiva e sexual.
Algumas moram junto, mas não são casadas legalmente. Outras moram sozinhas, mas têm um compromisso estável. Outras ...... (ver matéria)


Não gostam de chamar de "namorado"(parece ser mais coisa para jovem), "marido" (não, já que não se casaram no papel),  "namorido" (é feio mesmo não?), companheiro (já pensam em política), parceiro (pensam em negócios).
Na matéria vocês podem ver que a autora pede sugestões para ver se  conseguimos descobrir uma definição mais satisfatória para as novas formas de conjugalidade.
Algumas pessoas responderam no caderno de hoje, sugerindo:
- Disponíveis e indisponíveis
- Parceria conjugal
- Colega de viagem
- Relacionamento sério
Enquanto trabalhava à tarde, pensei no assunto.
Por exemplo, eu encontro vocês e para apresentar o meu ....., meu ....., bem, para apresentar o Júlio digo:
- Este é meu homem e ele está indisponível para vocês? (hum?); ou
- Este é meu parceiro conjugal; ou
- Este é meu colega de viagem (acho que ele me mata!); ou
- Este é o homem com quem eu tenho um relacionamento sério! ops, (quer dizer que posso ter outros relacionamentos não muitos sérios?).


É, não dá não.


Então, vocês não querem ajudar a escritora nessa matéria? Como vocês acham que esses relacionamentos deveriam ser chamados? Dê a sua opinião.
Vou encaminhar pra ela o resultado, ok?
Já vou dizendo por mim: eu chamo e apresento como marido mesmo, tá?


beijos

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Relacionamentos

>> terça-feira, 28 de setembro de 2010

Relacionamento Tênis e Frescobol 
Rubem Alves


Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos (relacionamentos) são de dois tipos: há os casamentos do tipo Tênis e há os casamentos do tipo Frescobol.

Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam mal.
 Os casamentos do tipo Frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me.
Para começar, uma afirmação de Nietzche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: "Ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta:
- "Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice?"
Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.

Sherezade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, e terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O Império dos Sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, Sherezade o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras.

E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes. Fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo:
"Eu te amo". Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, eu te amo não quer dizer mais nada". É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética.
Recordo a sabedoria de Adélia Prado: "Erótica é a alma".

Tênis é um jogo feroz. O objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: O outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada. Palavra muito sugestiva - que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
Frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra. O erro de um, no frescobol, é um acidente lamentável que não deveria ter acontecido. E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...
A bola: são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá....
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão.. O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.

O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres ao vento. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha, para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...
beijos

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