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A arte de ser infeliz

>> sexta-feira, 15 de março de 2013

Texto de Sergio Riede falando sobre a Arte de ser Infeliz
     Quando lecionava Relações Humanas nos cursos pra caixas-executivos do Banco do Brasil, na década de 1980, eu já utilizava alguns trechos do livro Sempre Pode Piorar ou A Arte de Ser Infeliz, de Paul Watzlawick. Achava interessante refletir sobre a forma como reagimos ao que acontece a nossa volta. Não sei por que voltei a pensar nisso recentemente. Aliás, acho que sei. Navegando em redes sociais, lendo comentários que leitores postam sobre notícias em jornais impressos e na internet, ouvindo comentários de pessoas próximas, tive acesso a uma espécie de reciclagem ou pós-graduação na arte de ser infeliz.

     Sim, porque ser infeliz é uma arte e não é pra qualquer um! A pessoa tem de saber ignorar todas as possibilidades de escolha que possui. Necessita aprender a terceirizar a culpa com muita perspicácia. Agora com a internet está um pouco mais fácil exercitar o azedume. A infelicidade está ao alcance de todos! Tem gente que usa pseudônimo e vira um aguerrido militante de sofá. Contra tudo e contra todos. Até contra o tempo! Se fizer calor, reclama que está quente. Se esfriar um pouquinho, pergunta onde vamos parar com esse clima. Se não chove, diz que o mundo vai acabar. Se a chuva cai, esbraveja contra a chatice da falta de sol.

     O sujeito graduado na arte de ser infeliz acredita que é sempre o último que o garçom vê; que o outro motorista (seu adversário!) saiu de casa decidido a lhe torrar a paciência; que o Brasil é o pior país do mundo em tudo; que a empresa onde ele entrou depois de batalhar pra passar em um concurso disputadíssimo é a pior do universo; que os sindicatos estão sempre tramando contra ele; que as entidades de funcionários não fazem nada do que ele deseja; que os parentes querem se aproveitar dele; que seus filhos são uns ingratos; que seus empregados são indolentes; que seus chefes têm orgasmos só de pensar em lhe prejudicar. Uma pessoa que sabe ser infeliz de verdade nunca diz do que gosta, não tem o seu partido político de confiança. Geralmente, só fala do que detesta, do que lhe causa nojo. Para ela, os outros são “aquela corja”. Mas ela não costuma colocar nada no lugar do que não gosta. Basta odiar, basta destruir, basta vociferar e está tudo resolvido!

     No entanto, é preciso reconhecer: não é mole pra essa pessoa imaginar um cenário onde todo mundo conspira contra ela! Não é fácil esse alguém ter uma autoestima tão elevada a ponto de fazê-la se sentir, talvez sem perceber, o ser mais perseguido do universo. Porque, vamos combinar, pra ser vítima deste tanto, a pessoa só pode se sentir alguém muito importante, não é mesmo?

     Não sei se vocês têm se deparado com alguém assim por aí! Eu temo que sim. E faço um esforço danado pra não ver gente assim refletida em meu espelho. Mas não é fácil, porque a tentação é grande.

     Quando acontece algum fato desagradável com a gente, podemos reagir de muitas maneiras diferentes. Podemos esbravejar, lamentar, nos desequilibrar, nos conformar com a posição de vítima, ou podemos tentar manter conosco o poder de administrar nosso humor. Ok, nem sempre isso é fácil! Mas vamos pensar juntos: se a gente sai de casa feliz em uma bela manhã, dirige o carro ouvindo uma música gostosa e leva uma fechada de um motorista distraído, vale a pena transferir a esse motorista o poder de definir nosso humor no momento? Ou quem sabe o humor que vai tomar conta da gente o dia inteiro?

     Circula pela internet uma tal de Teoria 90/10, atribuída ao escritor Stephen Covey. Não gosto de nada que pareça receita de bolo. Não sei com que modelo matemático o autor teria chegado à equação 90/10. Mas parece que faz bastante sentido o raciocínio: segundo a teoria, apenas 10% das coisas que acontecem com a gente são fatos. Os outros 90% são as reações que temos diante desses fatos. E é o tipo de reação que temos diante das adversidades que define o tom que damos a nossas vidas. Nem sempre dá pra aliviar diante de algo que nos parece ofensivo. Mas, na maior parte do tempo, a gente poderia gerenciar melhor nosso quociente de felicidade. Ou de alegria. Ou, no mínimo, de serenidade.

     Que a gente possa realizar coisas interessantes e produtivas, juntos, neste ano que se inicia! E que nosso humor permita que a gente seja um pouco mais dono do próprio destino.


Sergio Riede
Presidente da ANABB
Fonte: Açâo - Jornal Anabb

beijos 
e um ótimo final de semana

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Um dia especial

>> terça-feira, 24 de abril de 2012

Há exatamente 22 anos, nesse horário, eu saia de casa para passar pela maior experiência de vida que uma mulher pode passar. O nascimento do meu filho.
Emoção, medo, curiosidade, ansiedade, faziam parte desse momento, mas a felicidade estava ali, na segurança do meu marido ao lado, na certeza de que eu estava fazendo o melhor para que tudo corresse bem e ele nascesse saudável. 
E assim fui para o Hospital Santa Catarina aqui em São Paulo e as 12h05 o Ivan nasceu.
Hoje eu me pergunto (e imagino que a maioria das mulheres se faça essa pergunta também): Como era a minha vida antes desse fato?
Ela não era ruim não, era boa; eu ia aos lugares que queria, não tinha tantos medos como andar com o carro um pouquinho (???) mais rápido, me aventurava a andar de jangada (coisa que sempre tive muito medo), não tinha horário pra acordar nos finais de semana (nem pra dormir), mas........ não era completa.
Hoje, 22 anos depois eu olho pra trás e vou me lembrando..... das canções de ninar,
(essa que eu cantava todos os dias não é de ninar, mas eu incorporei)

dos seus aniversários, dos seus amigos de infância, das nossas brincadeiras, das músicas que ouvíamos, 


ou do dia em que passei pela porta do seu quarto e ele estava ouvindo e cantando músicas de Vinícius de Moraes e mais tarde eu perguntando:
- você gosta de Vinícius?
- mãe, eu tenho toda a discografia dele (orgulho).
Ou do dia que ele chegou do cursinho todo orgulhoso dizendo:
- mãe, hoje o professor deu a letra de uma música e depois colocou para tocar e eu fui um dos únicos que sabia que era do Chico (Buarque) e que sabia a letra.
E chego ao dia de hoje onde ele está no 4º ano da faculdade, fazendo o curso que escolheu e que diz gostar cada dia mais e procurando crescer na empresa onde começou a trabalhar no ano passado.
O que eu mais quero?
Que ele seja muito feliz em sua vida estudantil e que traga pra sua vida futura todos os bons ensinamentos que está tendo hoje;
Que ele seja muito feliz em sua vida profissional, mas que consiga se lembrar sempre que o "ter" nem sempre é tudo, e que o "ser" é muito mais importante;
E que ele seja muito feliz em sua vida pessoal, um apaixonado pela vida, pela família, pelos amigos, coisa que até hoje ele tem conseguido.
FELICIDADES meu filho.

beijos

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parabéns Cláudia

>> segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Hoje é aniversário da minha sobrinha afilhada Cláudia. 
Ela é uma pessoa que sempre me surpreendeu.
Quando era pequena, ficava muito tempo em casa com a minha mãe. Meu pai já tinha falecido, meus irmãos todos já tinham se casado, eu trabalhava o dia todo, e ela ia no primário e depois voltava pra minha casa.
Éramos grande companheiras.
Aqui, na frente da minha casa e em passeios pela cidade

No dia que foi conhecer o zoológico de São Paulo (sim, eu já fui magra um dia)
no dia da primeira comunhão, com a minha mãe e uma amiga
no aniversário de um ano do meu filho Ivan, em que preparou toda a festa, 
da decoração, do feitio do bolo e docinhos
na festa de casamento de um sobrinho - primo dela
E por que ela me surpreende?
Porque tinha um jeitinho meigo com crianças. Muitas vezes meus outros sobrinhos iam pra nossa casa e ela reunia todos, levava para o quintal, e lá, com uma lousa na parede, dava aula aos menores. Se saia briga, ela estava ali pra apaziguar.
Um dia, ela devia ter uns 12/13 anos, com os lábios muito secos, fomos andar na Rua do comércio, paramos numa perfumaria e eu disse que ia comprar um batom para ela. Pedi para a atendente, e a Claudia me disse: ah! deixe-me ver os componentes.
Eu ri, porque até aquele dia, eu nunca nem tinha pensado nisso e essa atitude me marcou.
Casou-se cedo, aos 19 anos, e quando o Ivan nasceu, eu passei um bom tempo na casa da minha mãe, e ela esteve comigo o tempo todo. Fotografava e filmava quase todos os momentos daqueles dias.
Quando resolvi fazer a festinha de 1 ano do Ivan lá na casa da minha mãe, ela se ofereceu pra fazer tudo. Eu concordei, claro, mas até ali não tinha ideia de que ela sabia fazer essas coisas.
Mas ela me explicou que, como tinha dado aulas em escolinhas infantis - o que era óbvio que iria acontecer - tinha aprendido a fazer enfeites, decoração de mesas, fora o fato que gostava de fazer doces.
E há um tempo atrás me surpreendeu ao criar o blog artemel bolachas fazendo coisas maravilhosas além de deliciosas.
Eu bem que tentei "roubar" umas fotos do blog pra mostrar pra vocês aqui, mas não consegui. Vocês vão ter que entrar lá e ........... apreciar, querer, desejar e ficar com água na boca.
Vejam e depois me contem, tá?
Claudinha, parabéns pra você, e que você continue a ser essa menininha que aparenta ser, caprichosa, meiga, que esse dom de fazer coisas lindas continue a te acompanhar, que a cada dia mais clientes provem suas delícias, mais amigos venham te abraçar e que você seja muito, mas muito feliz ao lado do seu marido e filho.
Da madrinha que te admira e te ama, muito.
um beijo, com carinho.

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Overdose de diversão

>> segunda-feira, 20 de junho de 2011

Encantamento, magia, sonho, divertimento, emoção, deslumbramento


Voltar a ser criança novamente: Não tem preço.


beijos

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Passeio Socrático

>> segunda-feira, 30 de maio de 2011

Hoje li uma entrevista da Cissa Guimarães na revista Cláudia, onde ela, além de outras coisas, diz o seguinte:

"Respeito meu dinheiro. Não vou a shopping, não sou uma fashion victim. Acho ridículo andar igual a todo mundo. Para mim, tanto faz uma bolsa Hermès ou de feira."

Abrindo meus e-mails encontrei esse que uma amiga de muito tempo me enviou.
Além de engraçado achei muito verdadeiro, então estou repassando pra vocês lerem.
Espero que gostem como eu gostei.

ANÁLISE SOCRÁTICA DOS TEMPOS ATUAIS

Frei Betto


"Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: "Não foi à aula?" Ela respondeu: "Não, tenho aula à tarde". Comemorei: "Que bom; então, de manhã, você pode brincar, dormir até mais tarde". "Não", retrucou ela, "tenho tanta coisa de manhã..." "Que tanta coisa?", perguntei. "Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina", e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: "Que pena", a Daniela não disse: "Tenho aula de meditação!"
Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto?". "Olha uma maravilha, não tinha uma celulite!" Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
A palavra hoje é "entretenimento"; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!" O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:"

—"Estou apenas observando quanta coisa existe de que NÃO preciso para ser feliz!"


beijos

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Faça uma mulher feliz

>> quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A história começa assim...
Na mais alta montanha do Tibet vive o mais sábio homem do mundo.
Certa vez um rapaz foi à sua procura e perguntou-lhe:
- Mestre dos mestres! Qual o caminho mais curto e seguro para o coração de uma mulher?
O mestre respondeu-lhe:
- Não há caminho seguro para o coração de uma mulher, filho.
Só trilhas à beira de penhascos e caminhos sem mapas, cheios de pedras e serpentes venenosas...
- Mas, então, mestre... O que devo fazer para conquistar o coração da minha amada?
Então lhe disse o Grande guru:
1) Amigo
2) Companheiro
3) Amante
4) Irmão
5) Pai
6) Chefe
7) Educador
8) Cozinheiro
9) Mecânico
10) Encanador
11) Decorador de Interiores
12) Estilista
13) Eletricista
14) Sexólogo
15) Ginecologista
16) Psicólogo
17) Psiquiatra
18) Terapeuta
19) Audaz
20) Simpático
21) Esportista
22) Carinhoso
23) Atento
24) Cavalheiro
25) Inteligente
26) Imaginativo
27) Criativo
28) Doce
29) Forte
30) Compreensivo
31) Tolerante
32) Prudente
33) Ambicioso
34) Capaz
35) Valente
36) Decidido
37) Confiável
38) Respeitador
39) Apaixonado
40) E, de preferência, RICO!!!
- Não cuspa no chão;
- Não coce o saco na frente dela;
- Não arrote alto. Aliás, não arrote;
- Dê flores e muitos.. Muitos presentes;
- Corte e limpe as unhas.. Não coma as unhas;
- Não peide sob o cobertor. Aliás, não peide.
- Levante a tampa do vaso antes de mijar.
- Deixe ela ter ciúme de você, ela pode;
- Use desodorante (que preste);
- Dê descarga depois de sair da privada;
- Não fale palavrão;
- Não seja engraçadinho com os outros;
- Não fale mal da mãe dela. Aliás, ame a mãe dela;
- Não tenha ciúme dela;
- Não fique barrigudo. Aliás, não engorde;
- Não demore no banho;
- Não chegue tarde em Casa.
- Saia para trabalhar e volte correndo;
- Não beba até tarde com amigos. Aliás, não tenha amigos;
- Não seja pão-duro. Use pelo menos 2 cartões de crédito;
- Não diga que mulher não sabe dirigir;
- Não olhe para outras mulheres... Aliás, não existem outras mulheres;
- Aprenda a cozinhar;
- Diga 'eu te amo' pelo menos 05 vezes por dia;
- Lave a louça;
- Ligue para ela, de qualquer lugar;
- Deixe ela conversar durante horas ao telefone;
- Não ronque;
- Não seja fanático por futebol;
- Faça a barba todos os dias para não arranhá- la;
- Nunca reclame de nada;
- Repare quando ela cortar o cabelo, mesmo que seja apenas as pontinhas, e diga sempre que ficou lindo...
E é muito importante ainda não esquecer as datas do seu: aniversário, noivado, casamento, formatura, menstruação, data do primeiro beijo, aniversário da mãe, tia, irmão ou irmã mais querida, aniversário dos avós, da melhor amiga... E do gato.
Infelizmente, o cumprimento de todas estas instruções não garante 100% a felicidade dela, porque poderia sentir-se presa a uma vida de sufocante perfeição e fugir com o primeiro traste 'gozador da vida' que encontre.

- E o mais importante, meu rapaz... Espere... Volte aqui...
- NÃO... NÃO PULE... NÃO SE MATEEEEEEEEEEEEE!!!

Agora, quer saber COMO FAZER UM HOMEM FELIZ???
É necessário:
1. Sexo

2. Comida
3. Cerveja


4. Futebol
 
Será que somos assim mesmo tão difíceis de agradar?
beijos

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Partidas e Chegadas

>> segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Partidas e chegadas... O que faz você feliz?

1 - Copie e cole o selinho na sua postagem;
2 - Conte-nos o que lhe faz feliz, entre partidas e chegadas, simples assim!;
3 - Conte quem lhe presenteou, se possível adicionando o link para o blog;
4 - Indique ao menos 5 blogs para receberem o carinho e avise-os, para que eles possam continuar a brincadeira. Podem ser mais, claro, o importante é provocar a ideia naqueles que lhe visitam!
5 - Volte no post de quem lhe deu o selinho e avise se já está participando, nesse mesmo post.

Esse selinho eu ganhei da amiga Déia do Rumo à Escrita e cada pessoa deve indicar pelo menos 5 blogs para continuar a brincadeira.

- A preparação da partida, a arrumação, o empolgamento, tudo me faz feliz. Seja uma viagem de carro ou de avião. Se for uma viagem mais longa, prefiro sempre o meio mais rápido.
Viajo sempre com o meu marido e isso também é um motivo de felicidade, pelo companheirismo, pelo fortalecimento da nossa união, e pela vontade de namorar que até hoje sentimos.
Mesmo feliz ao partir, sinto uma melancolia, pois sei que sentirei saudades da família que ficou, mas ao chegar ao local, já quero conhecer tudo, lugares, sabores, pessoas, a natureza.
Pequenas compras que irão me fazer lembrar do lugar visitado também me alegram muito, mas minha alegria se acentua, quando a chegada, é a da volta para o meu canto, meu espaço, meus pés firmes no chão.

E para continuar a idéia, escolhi os blogs:
1) - Palavras Vagabundas
2) - Cantinho da Cê
3) - A vida de uma guerreira
4) -  @FLAFLI: Latência ...
5) - Lenita Vidal Porcelanas

um beijo

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Feliz Aniversário Glorinha

>> sábado, 18 de setembro de 2010

Toda vez é isso. Não se acostumou ainda a entrar em cena sem sentir certo tremor.
E hoje mais uma vez, isso está acontecendo. Daqui a pouco vai dar o horário para mais uma Noite de Autógrafos.

Ela se recorda de uns anos atrás, quando tinha tempo para ter 2 blogs e onde tudo tinha começado. Foi um tempo muito difícil.
Sempre gostou de escrever e seu pai a incentivou muito (queria tanto que ele estivesse ali nesse momento, pensou), mas com o casamento, os filhos, uma casa grande para administrar, escrevia, até pensava em fazer disso uma profissão, mas sempre foi adiando, até que, quando começou a publicar seus poemas no blog, a escrever sobre coisas que faziam as pessoas refletirem na vida que estavam vivendo, começou a receber a cada dia, mais incentivo dessas amigas virtuais que foram aumentando, todas orgulhosas por poderem fazer parte daquele mundo e por poderem ler e participar de temas profundos, e assim tomou uma decisão: Iria ser escritora.
Não tinha sido nada fácil. Quando se decidiu, estava passando por uma fase complicada, tinha alguns problemas financeiros o que dificultava, pois não conseguia custear a publicação de uma obra. Mas não esmorecia. Escrevia no blog e paralelamente ia escrevendo para seu primeiro livro.
Enviou para algumas editoras, teve várias respostas negativas, se revoltava, postava no blog que não estava bem para no outro dia ressurgir com toda a garra, como sempre fazia.
Foi mesmo uma época de altos e baixos. Pensou até em desistir, mas esse pensamento passava rápido e ela recomeçava a escrever novamente.
Um dia teve uma grata surpresa. Uma pequena editora de São Paulo se interessou em editar seu primeiro livro. Felicidade total. Apreensão total também!
E agora? Ia ser publicado. E se não vendesse? E se não fosse ninguém no lançamento? Seria um sucesso ou ficaria encalhado nas prateleiras? Suas amigas virtuais comprariam? E se não gostassem?
Eram muitas as dúvidas, mas contrato assinado, agora era esperar pra ver.
Não podia ter sido melhor.
A noite de autógrafos no Rio foi linda, os amigos de lá compareceram em peso, as amigas virtuais compraram e o site da editora começou a receber pedidos. Tímidos no começo, mas com os dias foram aumentando e se pensou então em fazer um lançamento em São Paulo. Ela tinha vindo pra cá com a família, se hospedaram num hotel simples, as amigas da cidade compareceram, algumas com o livro que já tinham comprado para ser autografado e ela saiu do encontro muito feliz.
No ano seguinte lançou o segundo, mas como ela já tinha escrito um sucesso, e também porque a assessoria de imprensa da editora trabalhou bem, o livro caiu no gosto do público e vendeu bem mais que o primeiro.
Com o nome já conhecido se arriscou. Pediu um prazo para a editora, para seus leitores e se afastou.

Agora com a cabeça tranqüila, sem problemas para administrar, ousou e escreveu a trilogia “Um leão em glória”, que estourou em vendas no Brasil, foi publicado em Portugal e já estava sendo traduzido para outros países.

Com isso ela sossegou um pouco alma. Tinha conseguido seu objetivo. Viajou, passou dois meses na Itália e mais três conhecendo outros países.
Quando voltou, disse ao marido: queria poder descansar um pouco, cuidar da casa, dos cães, do jardim. O marido entusiasmado concordou. Tinha achado muito bom ela ter decidido isso.
Mas essa vontade não durou muito tempo.
Os amigos cobravam, o público queria saber mais, os críticos queriam saber sobre o próximo lançamento, os jornalistas queriam entrevistas.

Sabia que seu sossego tinha terminado, mas não reclamou. Assim, tinha se proposto e hoje estava ali, no Copacabana Palace, para o lançamento da sua Biografia.

O que diria a imprensa? Embora já tivesse seu nome reconhecido no meio literário, sempre sentia uma pontinha de insegurança. Mas sua família - os filhos, seus três netinhos e seu marido - estava alí, para lhe dar todo apoio, força e amor de que ela precisava nesse momento.
 
Passou um brilho nos lábios, se olhou no espelho e desceu para o salão.
Foi muito aplaudida, ganhou flores, agradeceu e sentou-se a mesa para o primeiro autógrafo que foi escrito assim:
"Para minha amiga Macá
Mais um em que estamos juntas.
um beijo
Glorinha"
 
Ela ainda não tinha visto, mas na platéia estavam, além dos seus amigos do Rio de Janeiro,
todos os amigos dos blogs do Brasil, que tinham ido ao Rio para homenagear a amiga, além  do Alexandre que aproveitou e tirou férias para vir ao Brasil visitar a família e também o Antonio Rosa, seu novo editor em Portugal.
 
Ela ficaria muito contente, é claro, com a presença de todos, mas seu punho e sua mão iriam doer um pouquinho.
x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.
Glórinha, essa é minha pequena homenagem a você, nesse dia tão festivo.
Embora tenha sido um devaneio, espero, sinceramente, que boa parte se concretize e que você alcance o sucesso merecido.
Feliz aniversário minha querida amiga
Felicidades pra você
um beijo carinhoso

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Blogagem Coletiva - Sentimentos - Felicidade

>> sexta-feira, 3 de setembro de 2010

De sua mesa de trabalho, ela observa o céu pela imensa janela. Distraiu-se pensando na sua vida, no seu casamento. A cada dia que passa percebe que as coisas não estão bem, mas não sabe direito o que fazer.
Poderia enfrentar a situação, mas já conversou com o marido tantas vezes e então percebe que não está mais com vontade, que vai deixar acontecer. Não gosta da situação, mas......nesse momento uma de suas amigas de trabalho está ao lado da mesa falando com ela, dizendo que precisa contar algo rápido, mas não ali e ela então se dá conta de que alguma coisa mudou radicalmente na expressão da amiga, mas o que é aquele sorriso?
Ainda um pouco desconectada da realidade acompanha a amiga para o elevador e sobem para o café. E então a amiga lhe conta: está grávida, tinha ido buscar o exame e precisava e queria contar pra alguém.

Elas se abraçam e então ela tem a certeza. Aquela expressão era a felicidade estampada no rosto, nos olhos, no sorriso largo.

À noite deitada em sua cama, se lembra da felicidade da amiga e começa pensar se ela estaria assim também caso a gravidez fosse dela.

Não pensava nisso. Não se via mãe. E isso tinha começado já adulta quando teve que fazer vários exames para ver o porquê de a sua menstruação ser totalmente irregular. E o resultado: Uma gravidez seria muito difícil; pra isso acontecer teria que fazer tratamento.

Mas ela não pensava nisso ainda. Tinha começado a namorar sério fazia um ano e pouco e casamento não passava ainda pela sua cabeça.
Mas agora já estava casada há uns 3 anos, não tomava precaução nenhuma, afinal deduzia que seu corpo já era contracpetivo naturalmente. Um dia o marido sugeriu que talvez já estivesse na hora de pensarem num filho e ela então marcou consulta com o ginecologista. Mas não tinha começado o tratamento. Não sabia dizer o porque, mas sentia que talvez fosse melhor assim.

O tempo passou, a amiga teve o filho, um menino lindo e depois da licença maternidade quando voltou a trabalhar, o assunto era sempre o filho, fotos, as gracinhas, mais fotos. Felicidade total.


Ela se sentia meio a parte disso tudo, não entendia direito como um ser tão pequeno podia ter mudado tanto assim a vida da amiga.

Mais um ano se passou, aquilo que era um prenúncio se tornou real quando ela e o marido resolveram se separar. Foi uma fase de muito sofrimento, afinal era uma ruptura, um desligamento, um término para uma coisa que prometia ser duradoura. Sofreram juntos, choraram juntos mas, acabou.

A vida tomou seu rumo cada um de um lado, a casa ficou silenciosa, mas com o passar dos tempo ela foi vendo que ficaria bem. Foi melhor assim.

Dois anos depois ela se pega pensando, cantando, se arrumando mais, se amando mais, se vendo mais alegre, mais feliz e é claro que isso tinha um nome: Paixão.

Uma paixão arrebatadora como ela nunca tinha sentido. Um coração a pulsar mais forte a cada olhar, a cada telefonema.

E depois dos primeiros encontros percebeu que aquela paixão poderia acabar mas que em seu lugar ficaria um grande amor. Amor que ela nem pensava existir.

Ela transpirava felicidade. Não conseguia disfarçar.

Então ficaram juntos. No início não na mesma casa. Mas dormiam juntos todas as noites em qualquer que fosse a casa. Trabalhavam juntos e dormiam juntos.

No início pensou em se precaver contra uma gravidez e começou a tomar pílulas, mas não se sentia bem tomando – no fundo achava que não devia, já que não ficaria grávida mesmo – e então parou. Depois pediu ao ginecologista colocar o DIU, mas logo depois resolveu tirar e resolveu também que não ia tomar nem usar nada. Esse mesmo ginecologista já tinha dito que a chance dela era 1 em 1.000 (ou um milhão, não se lembra) então, pra que se preocupar?

O atual marido nem pensava nisso porque tinha um filho pequeno do casamento anterior, então já estava bom demais.

Um ano e meio se passou nesse mar de felicidade. Gostavam de estar juntos, ele gostou de aprender a cozinhar e vivia inventando pratos, jantares surpresas.

Uma noite uma outra amiga do trabalhou disse que queria ir ao shopping comprar um presente, e a convidou. Foram e ela resolveu comprar umas peças de lingerie. Começou a experimentar e estranhou que o número usual estivesse ficando apertado.

Estou engordando, pensou e até chamou a amiga pra ver. A amiga falou, toda meiguinha que sim, olhando assim parecia mesmo que o peito estava maior, mas que o corpo não. Ela continuava magra.
No outro dia, logo de manhã ligou para o médico pedindo uma consulta de urgência, explicou o que era, e ele como já a conhecia há um bom tempo disse:
- Não se preocupe, não é nada grave. Isso deve ser displasia mamária......., em todo caso pode passar aqui à tarde.
As 18 hs em ponto estava ela no consultório, ansiosa para saber do que se tratava. O médico então começou a examiná-la enquanto ela olhava pra ele toda assustada, até que ele virou pra ela sorrindo e disse: Hum.... acho que tem alguma coisa aqui.
Ela nem viu o sorriso dele, e ainda mais assustada perguntou: Como assim, alguma coisa?
O que é que eu tenho?
- Tudo bem, embora eu tenha quase certeza, você vai fazer um exame amanhã de manhã pra saber se é mesmo uma gravidez.
Gravidez? Como assim? Eu, grávida?
Foi pra casa atordoada com a notícia. Queria contar logo para o marido. Como ele reagiria? Iria gostar da notícia? Isso caso a notícia fosse real. Ela não acreditava.
Só conseguiu acreditar mesmo quando recebeu o resultado.
Não sabia o que fazer, se ria ou se chorava. Nunca tinha pensado nessa possibilidade.
Não tinha certeza de como reagir. E ela já estava com quase 10 semanas de gestação. 
Mas foi percebendo que alguma coisa dentro de si mudava rapidamente, uma sensação maravilhosa, de plenitude, um sentimento forte que a fazia pensar só numa coisa - Um filho - e esse sentimento só podia ser Felicidade.
Não sabia o que era sentir isso antes, mas a partir daquele momento soube que só uma pessoa que vai ser Mãe, sente a vida dessa maneira.
Seus amigos, seus irmãos, sua mãe, seus sobrinhos, todos eles estranharam um pouco pois sabiam de seu problema, mas todos foram tão carinhosos, fizeram tantos elogios que ela se sentia no céu.
Pediu férias do trabalho e viajou com o marido. Queria fazer planos, escolher o nome.
E juntos escolheram: IVAN.
A cada dia que passava seu semblante demonstrava sua felicidade.
Teve uma gestação tranquila, sem problemas e com um peito vazando leite desde que estava com 5 meses.
No dia 24/04/90, logo de manhã, foi para o hospital porque já estava chegando a hora.


O Ivan nasceu às 12h05 de cesária e a emoção dela foi tanta, como tinha que ser.

Achava que seu maior momento de felicidade tinha sido quando se descobriu amando e sendo correspondida com o atual marido. Não podia supor que existia no mundo um sentimento de felicidade como esse que atravessava.

Logo depois do nascimento começou a amamentar, e o fez até ele completar 10 meses.
Deixaram a maternidade no dia 27/04 e seguiram para casa, para dar início numa nova etapa da sua vida.


Tinha certeza de que seriam felizes, os três, mais o filhinho Felipe do casamento anterior de seu marido.
E essa certeza se fez realidade.
Há uns dez anos, os quatro vivem juntos em plena harmonia, os meninos se dão maravilhosamente bem, são irmãos de verdade, se curtem, se apoiam, se ajudam.
E não é pra ser feliz com tudo isso?



Ah! ela só teve que se policiar para não ficar como todas as mães: fotos, gracinhas, mais fotos, beijinhos, novas fotos.
Algumas vezes....... até que conseguiu.

beijos

Essa postagem faz parte da Blogagem Coletiva - Sentimentos e Emoções, proposta pela Glorinha do blog Café com Bolo. Hoje falamos sobre Felicidade.





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